Robôs para gestão de food service já são realidade no Brasil

Robôs para gestão de food service já são realidade no Brasil

Com investimentos da ordem de R$ 5 milhões, nos últimos três anos, no desenvolvimento de uma nova plataforma, a ACOM Sistemas completa 17 anos de vida em 2020 identificando novas necessidades e demandas da cadeia produtiva do mercado de food service, na qual se especializou.

A empresa paranaense, com unidade também em São Paulo, alcançou a marca de 300 contratos de fornecimento de soluções tecnológicas de “backoffice”, isto é, para as atividades-meio de um empreendimento, como gestão fiscal, contábil e financeira.

A ACOM Sistemas mantém perspectivas promissoras para terminar 2020 e entrar em 2021, ano em que chega aos 18 anos, de acordo com os proprietários e CEOs Carlos Drechmer e Eduardo Ferreira (foto). Apesar de todas as dificuldades que o país e o mundo vêm enfrentando por conta da pandemia de Covid-19, a ACOM conseguiu elevar o número de clientes, e mantém nos planos a abertura de uma unidade também no Rio de Janeiro, adiantam os executivos (as unidades atuais são em Curitiba, Cascavel e na capital paulista).

Entre as necessidades e demandas identificadas para a cadeia produtiva do mercado food service (restaurantes, bares e similares; e, ainda, indústrias de alimentos, bebidas e distribuidoras) está a automação de processos de gestão do negócio. Neste sentido, explicam os proprietários que a ACOM Sistemas tem desenvolvido robôs para a plataforma EVEREST 3.0 (solução carro-chefe da empresa) na integração entre a atividade-fim e os procedimentos de gestão. É Carlos Drechmer quem detalha:

“São robôs que fazem integração com o PDV [ponto de venda]. Processam, durante a madrugada, as informações que vêm do fechamento do caixa, automatizando o controle de estoque, de custos, de necessidade de compras, de conciliação com as vendas em cartões de crédito, com portal de compras, com empresas de logística. É uma sofisticação em toda a operação, que ajuda nosso cliente a ter controle ‘estoque-saídas-compras’, para uma gestão mais eficiente.”

Inteligência artificial

A inteligência artificial na gestão torna-se aliada também na definição de estratégias de comercialização. Drechmer explica que há algoritmos, por exemplo, que cruzam informações sobre condições climáticas e vendas realizadas nessas condições; acessando previsões do tempo; de posse daquele aprendizado inicial, a inteligência artificial sinaliza ao gestor do restaurante o que tende a ter mais ou menos saída, e em quais horários.

Outra emergência para restaurantes, bares e similares é se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados e a ACOM Sistemas trabalha em busca de soluções para seus clientes neste sentido, afirmam os proprietários. A estimativa é que a partir de agosto do ano que vem o cumprimento da nova legislação passe a ser fiscalizado. Em linhas gerais, restaurantes e afins terão de assegurar que os dados obtidos de seus clientes (cartão e CPF, por exemplo) sejam protegidos. “O EVEREST 3.0 já tem funcionalidades que atendem aos requisitos da lei”, frisa Carlos Drechmer.

A integração automatizada dos sistemas backoffice com sistemas de fintech (empresas de tecnologias da informação que fazem intermediação de operações financeiras como antecipação de recebíveis e linhas de crédito) é outra demanda do mercado de food service que se apresenta no horizonte, e sobre a qual a ACOM Sistemas também tem se dedicado em desenvolver soluções, ressalta o CEO da empresa.

Origem

Carlos Drechmer conta que a ACOM foi constituída em 2003, como desmembramento de uma empresa de soluções tecnológicas que ele era sócio, situada em Cascavel, oeste do Paraná. Aquela empresa tinha como foco escritórios de contabilidade mas, naturalmente, passou a atender também os clientes desses escritórios, como organizações da indústria, construção civil e entidades de classe. “A empresa foi crescendo e se desenvolvendo para clientes diferentes, de modo que passou ser duas empresas dentro de uma”, ressalta.

Dessa forma, o desmembramento se deu naturalmente, continua Drechmer. “A ACOM foi criada para dedicar-se exclusivamente ao desenvolvimento de ERP (Enterprise Resource Planning, ou Planejamento de Recursos Empresariais). Conquistamos muitos clientes, em muitas atividades, fornecendo soluções tecnológicas para a gestão completa – para o ‘backoffice’. Eram projetos que demandavam muito tempo e custos. Mas, na época, era aceitável, todas as empresas trabalhavam assim”, relembra.

Decisão em 2015

A pulverização do portfólio, no entanto, começou a ser um impeditivo para a expansão da empresa, já que cada vez mais o mercado exigia especialização. Até que, em 2015, veio a decisão: era preciso se reposicionar no mercado.

“Percebíamos que tínhamos boa solução em backoffice. A gente tinha construído um conhecimento bem importante nessa área, o que não ocorria com outros produtores de software, que tinham essa deficiência, dependiam de terceiros”, explicam os proprietários.

A demanda por solução backoffice era identificada principalmente em empresas da cadeia produtiva de food service – não só restaurantes, bares e similares, mas indústrias fornecedoras e empresas de distribuição.

“Tínhamos entre os clientes uma rede de hamburgueria gourmet. Esse cliente relatava não ter opção no mercado de restaurantes, no food service, de solução backoffice. Havia boas ferramentas de gestão de vendas, mas não tinha uma robusta de backoffice. Nós, da ACOM, tínhamos. Pensamos: a gente pode entregar isso. Já tínhamos essa solução. E não tínhamos concorrência. Então, definimos como foco o segmento de food service”, narra Drechmer.

Everest 3.0

A carteira de clientes cresceu. Com a expansão, veio o passo seguinte: criar um novo ERP. Foi então que, em 2017, começaram os investimentos no EVEREST 3.0, que somam hoje cerca de R$ 5 milhões. É Eduardo Ferreira quem discorre:

“Era preciso um novo produto, construído do zero. Equipe nova, contratamos consultoria, fizemos atualização das linguagens, criamos novo ambiente. Mantivemos o nome, EVEREST, acrescentando o 3.0, mas na prática é como se tivéssemos feito uma ‘startup’ dentro da própria ACOM. Uma plataforma com maior rapidez de implantação, maior facilidade para o usuário. Antes, eram seis meses para o cliente implantar a solução. Hoje, são seis semanas.”

Coragem

Carlos Drechmer e Eduardo Ferreira salientam que, embora a especialização da ACOM Sistemas seja direcionada ao mercado food service, há uma boa parcela dos clientes que são de outros ramos de atividade. São empresas cuja lógica, práticas e metodologias de gestão se assemelham às da indústria, distribuição e venda do mercado food service.

Ao voltar 17 anos no tempo, e relembrar o que foi feito desde a origem da empresa, Carlos Drechmer e Eduardo Ferreira citam a palavra “coragem” como a síntese da trajetória da ACOM Sistemas até aqui.

“Coragem, para recomeçar, para investir em grandes valores, em novas funcionalidades, em buscar expansão, em aproveitar o potencial de mercado. Isso resulta em belíssimas parcerias com nossos clientes, que veem os resultados, que nos indicam. São 17 anos de muitas conquistas e satisfação”, celebram os proprietários.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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