Confira quais investimentos podem ser beneficiados em 2021

Confira quais investimentos podem ser beneficiados em 2021
Com a pandemia do coronavírus ainda prejudicando a economia como um todo, aqueles que possuem recursos financeiros sentem na pele a preocupação sobre deixá-los alocados nos fundos que já estão, ou mudar para novos.

Uma coisa que, certamente, não passa pela cabeça de ninguém é deixar as economias na poupança. Afinal, a baixa rentabilidade da poupança está longe de ser a melhor aplicação: seus rendimentos estão limitados a 70% da Selic, mais taxa referencial (TR). Nesse cenário, a poupança rende, no máximo, 4,55% no acumulado do ano. Isto sem mencionar que os ganhos da poupança se acumulam somente a cada 30 dias; portanto, caso o investidor faça o resgate da aplicação antes do primeiro aniversário, não verá seu dinheiro crescer nem um centavo.

Para Leandro Rassier, sócio da Alta Vista Investimentos de Porto Alegre, é fundamental manter a tranquilidade e ser racional antes de tomar qualquer decisão relacionada ao seu tesouro particular. “O momento é difícil para todos, por isso o recomendado é estudar as possibilidades, considerando seus riscos”, afirma o especialista.

Rassier listou quatro dicas importantes para quem deseja dar o primeiro passo ou continuar ativo no mundo dos investimentos. Segundo ele, o importante é estar atento oportunidades para não permitir que os valores economizados durante longos períodos não sejam dilapidados por falta de iniciativa. “Existem muitas formas de se investir; é preciso escolher uma que esteja alinhada com o perfil de cada um”, diz ele.

1 – Conheça seu perfil de investidor

Antes de mais nada, Rassier lembra ser fundamental saber como cada um se comporta no mercado de investimentos. Basicamente, há três tipos de perfil: o conservador, o moderado e o agressivo ou arrojado. Para descobrir quem você é, é preciso responder um questionário e submetê-lo a uma análise que indicará as melhores opções na hora de investir. “Com estas respostas, fica mais fácil indicar uma modalidade que seja aderente às suas necessidades e expectativas”, avisa o sócio da Alta Investimentos.

2 – Busque uma corretora de confiança

Os bancos tradicionais possuem poucos produtos à disposição e oferecem taxas de rentabilidade pouco atrativas. Sendo assim, o ideal é procurar uma corretora: são empresas que trabalham com diversas organizações e contam com profissionais especializados. “São pessoas que conhecem a fundo todos os detalhes das aplicações, suas taxas, regras e custo-benefício”, explica Rassier. Sem falar que estar nas mãos de um profissional é muito mais seguro do que arriscar-se por conta própria.

3 – Fuja da tradicional poupança

Se você ainda está pensando nela, pode esquecer. Por causa dos juros baixos e a Selic a 2% ao ano, os rendimentos da poupança estão cada vez mais magros. Basta observar que, atualmente, o seu rendimento é de apenas 1,4% ao ano. Descontando a inflação para encontrar o lucro real, em 2020 ele tende a ser negativo, a exemplo do que ocorreu no ano passado.

Como se isso não bastasse, é preciso descontar a inflação para encontrar o retorno real: em 2020, assim como em 2019, ele tende a ser negativo. Já o CDI atualmente cresce 1,9% ao ano, ou seja, também é inviável.

“Há outras aplicações que pagam percentuais iguais ou superiores a 130% do CDI. Logo, são muito mais rentáveis que a poupança e igualmente seguras”, conta o especialista.

4 – Considere o Tesouro Direto

Para ele, neste momento, o Tesouro Direto é uma das alternativas mais indicadas para quem não tem muitos recursos, já que os títulos podem ser comprados por um investimento mínimo de R﹩ 50,00. Aqui, você empresta o seu capital ao governo por um tempo determinado e posteriormente recebe o que emprestou mais os juros acordados. No Tesouro Direto, a rentabilidade acompanha a variação da Taxa Selic, que é a taxa de juros básica da economia e, atualmente, o índice está em 6,5% ao ano.

Outra vantagem é que ele oferece baixo risco protegendo o investidor contra oscilações econômicas. Isso porque quando a inflação sobe, o governo aumenta a taxa de juros com o objetivo de desaquecer a economia e tornar o crédito mais caro. Portanto, nos momentos de alta da inflação, a Selic sobe e, consequentemente, a rentabilidade do título aumenta.

Outro ponto positivo é a liquidez, ou seja, a possibilidade de transformar o título em dinheiro. Aqui, o investidor consegue vender antes do prazo de vencimento sem correr riscos de perder dinheiro.

5 – Estabeleça uma meta para investir mensalmente

Se você conta com uma renda fixa no mês, é interessante estabelecer um valor fixo também na hora de investir. Caso seja possível investir mais, faça-o. Para profissionais autônomos, cuja renda é variável,

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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