Natal de 2020 vai ser o mais online da história: veja dicas para vender mais

Natal de 2020 vai ser o mais online da história: veja dicas para vender mais

É possível afirmar que a Black Friday 2020 foi um sucesso. Alcançou a marca de R$7,5 bilhões em vendas, o que indica alta de 28% no faturamento ao comparar com o mesmo período em 2019, mostra pesquisa da Ebit Nielsen. Porém, esse é um mérito quase que inteiramente das vendas pelo e-commerce e isso deve se manter para o Natal. 

Segundo pesquisa feita mês passado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), cerca de 47% dos entrevistados disseram que suas compras de Natal serão feitas pela internet. Em uma outra pesquisa feita pela FX Data Intelligence mostra que o movimento nos shopping centers durante a Black Friday foi 62,9% menor que no ano anterior. Em comparação, as vendas online tiveram um aumento de 60% na semana da Black Friday e isso deve se repetir para o Natal.  

Segundo Michele Massaro, Gerente de Mídias da Raccoon, uma das maiores agências de marketing digital da América Latina, especialmente em 2020, o varejista precisará estar pronto para lidar com uma das épocas mais agitadas para o comércio mundial. “Para conseguir faturar no Natal, como foi nessa Black Friday, o comerciante tem que se ater às estratégias que funcionaram para as vendas online durante a semana da Black Friday e adequá-las para encaixar também no Natal, mas tendo em mente que são públicos diferentes”, analisa. Para auxiliar os varejistas, Massaro separou algumas dicas. 

  • Antecipar as promoções 

Dados da Ebit Nielsen mostram que o número de compras cresceu 4,8% durante a pré-Black Friday (segunda a quinta) e não mais nos últimos dias, conforme foi no ano passado. Isso indica que os clientes já sabiam o que comprar e não perderam tempo, um claro sinal de que o perfil do consumidor mudou bastante. Com isso, vai ser necessário antecipar as promoções para o Natal e assim atingir essa parcela considerável de consumidores que já têm suas compras planejadas e vão comprar com antecedência para garantir que cheguem antes da noite de Natal. 

  • Criar listas de presentes

Porém, como estamos lidando com perfis diferentes de consumidores aqui, é preciso olhar também para aqueles mais indecisos e facilitar as escolhas de presentes. Por isso, uma sugestão é criar listas de presentes no site ou mesmo nas redes sociais da marca e dividi-las por categorias como idade, gênero, preço, tamanho, cor, assunto, etc, de forma a atender melhor aqueles que ainda não sabem bem o que comprar, mas que sabem para quem vão comprar. Além do que isso também vai mantê-los por mais tempo no seu site ou rede social e garantir engajamento. “Quem nunca teve dificuldades na hora de escolher o que dar de presente para uma pessoa? Seja ela próxima ou não. Por isso que os comerciantes têm que pensar em criar listas com sugestões que atendam esses consumidores mais indecisos”, diz Massaro. 

  • Apostar no Marketplace 

Apenas 7% do varejo brasileiro estava presente online no começo de 2020. Isso mudou muito e diversos comerciantes, de pequeno e médio porte, em vários segmentos correram para abrir uma loja online e assim garantir as vendas. Surfando nessa onda, o Instagram mudou a interface da sua plataforma e reservou um espaço dedicado ao marketplace. Agora, é hora de apostar nele e nos 83% de usuários que diariamente buscam encontrar novos produtos na plataforma. Investir em anúncios direcionados ao público alvo, como também criar planejamento de postagens no feed são algumas das opções para atrair consumidores durante o Natal. 

  • Continuar com o canal por Whatsapp

O canal de comunicação do Whatsapp cresceu 18% nas vendas online, segundo pesquisa do Via Varejo, e por isso o comerciante deve continuar apostando na plataforma como meio de interagir com o cliente. É uma maneira de aproximar ainda mais o público da sua marca. Mas, para isso, terá que garantir total funcionalidade da plataforma e atendentes disponíveis para dar conta da alta demanda que a época do Natal impõe às lojas. 

  • Reforçar a opção do “Clique e Retire”

Uma das modalidades implementadas neste semestre por conta da pandemia foi o “clique e retire” que apresentou crescimento de 142% nas vendas, ainda de acordo com pesquisa da Via Varejo. Para Massaro, esse resultado deixa claro como uma nova modalidade que surgiu em decorrência da pandemia teve efeito positivo nas vendas. O cliente se acostumou com a opção de poder comprar o produto online e retirar na loja e vai esperar utilizar de novo o “clique e retire” para as suas compras de Natal. 

O site Compre & Confie realizou uma pesquisa e pelo menos 62% dos entrevistados afirmaram que pretendem aumentar os gastos nesse Natal, porém, vão focar em dar presentes a amigos ou familiares mais próximos. Entre os entrevistados, 25% vão comprar dois presentes ou mais e 33% querem comprar mais de três presentes. O ticket médio deve ser menor do que o da Black Friday, no entanto. Há o desejo entre os entrevistados de tentar amenizar as dificuldades enfrentadas pelos entes queridos em 2020 e o comércio deve levar isso em consideração na hora de criar as suas estratégias para este Natal. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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