Indústria avalia que juros podem cair mais

Entidades representativas do setor industrial avaliam  que o Banco Central poderia ter uma postura mais agressiva e reduzir a Selic.

 O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, chamou de “inadequada” a manutenção. Segundo ele, o país reúne as condições necessárias para novas reduções. “A inflação sob controle e a restrição do crédito bancário de origem privada justificam uma taxa de juros mais reduzida”, disse Monteiro Neto em nota. “Essa situação limita a retomada dos investimentos e retarda nossa recuperação, comprometendo o emprego e a produtividade.”

 A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) também bateu na tecla da inflação controlada para defender a redução dos juros. “A inflação esperada para 2010 é de 4,48%, portanto dentro da meta prevista [de 4,5%, com uma margem de dois pontos para cima ou para baixo]. Neste momento, a maioria dos países pratica taxa de juros básicas reais próximas a zero. Além disso, há bastante capacidade ociosa a ser aproveitada na indústria, pois a produção ainda está 5,7% abaixo do pico atingido em setembro de 2008”, apontou a entidade em nota. “Diante desse cenário, há claramente espaço para cortes adicionais da taxa Selic.”

 O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ainda disse considerar “um absurdo” que o país detenha o segundo lugar no ranking dos países com as maiores taxas reais de juros (descontando a inflação) do mundo.

Soma

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