Exportações de calçados têm leve recuperação

exportação-containerDados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que, depois de uma série de quedas nos embarques, os calçadistas brasileiros tiveram incremento de mais de 21% nas receitas geradas pelas exportações no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No mês de abril os embarques de 10,18 milhões de pares geraram US$ 88,14 milhões ante US$ 72,78 milhões registrados no mesmo mês de 2012. No comparativo com março, quando o valor chegou a US$ 82,7 milhões, o aumento foi de 6,5% nas divisas geradas.

A alta de abril fez com que os brasileiros recuperassem as exportações perdidas no primeiro trimestre de 2013. No acumulado do ano já foram embarcados 43,6 milhões de pares que renderam US$ 369,3 milhões em divisas. No primeiro quadrimestre do ano passado os números eram 0,2% menores em dólares (US$ 368,5 milhões) e 8,5% em pares (40,2 milhões). Porém, conforme o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), este resultado, ainda não justifica nem aponta qualquer indício de recuperação. “A base de 2012 é muito fraca e é necessária uma evolução de pelo menos três meses para poder entender uma tendência positiva”.

A alta nos índices tem sido puxada pelos tradicionais exportadores de calçados.  O principal exportador brasileiro, o Rio Grande do Sul, embarcou 5,75 milhões de pares que geraram US$ 132,7 milhões, 2,5% mais do que no mesmo período de 2012 (US$ 129,4 milhões).
São Paulo, que vem recuperando seu espaço entre os maiores exportadores de calçados do Brasil, aumentou o faturamento em 31,7% com o embarque de 2,6 milhões de pares que rendeu US$ 45,68 milhões.

Por outro lado, o Ceará, que tem se destacado nos últimos anos, perdeu 14,4% em dólares com relação ao mesmo período de 2012. Neste ano, os cearenses embarcaram o equivalente a US$ 99,7 milhões contra U$ 116,58 milhões registrados no ano passado.
O quarto maior exportador no período foi o estado da Paraíba, com incremento de 6% nas receitas geradas (de US$ 39,6 milhões para US$ 41,96 milhões).

No quadrimestre, os principais destinos do calçado verde-amarelo seguiram sendo Estados Unidos, com US$ 55,8 milhões gerados e queda de 17% no período; Argentina, com incremento 12% (US$ 36,3 milhões); e França, queda de 15,6% (US$ 21,9 milhões). O Paraguai aparece como o quarto principal destino, com US$ 19,7 milhões importados do Brasil, um incremento de 26,8%. A Rússia vem logo em seguida com US$ 17,58 milhões importados em calçados verde-amarelos, 36,8% mais do que no ano passado.

Se por um lado as exportações deram um alívio para os calçadistas, o aumento das importações, especialmente dos asiáticos, segue sendo uma “pedra no sapato” dos brasileiros. Entre janeiro e abril deste ano entraram no País mais de 15 milhões de pares que custaram  mais de US$ 200,2 milhões. O aumento chegou a 30% no comparativo com o mesmo período do ano passado (US$ 154,2 milhões).
Cerca de 88,8% das importações brasileiras no quadrimestre foram provenientes do Vietnã (US$ 105,75 milhões), Indonésia (30,2 milhões) e China (US$ 25 milhões).

O Camboja também aparece na lista de maiores exportadores de calçados para o Brasil com impressionante aumento de 1.514% nos seus embarques destinados ao abastecimento do varejo brasileiro. Em 2012, os cambojanos exportaram o equivalente a US$ 426,7 mil para o Brasil, número que saltou para US$ 6,9 milhões este ano.

Já em cabedais (parte superior do calçado), as importações aumentaram ainda mais, 35%, chegando a US$ 24,8 milhões. Os principais exportadores de cabedais para o Brasil foram China (US$ 9,76 milhões); Paraguai (US$ 7,7 milhões); e Índia, de onde vieram 12.476% mais cabedais do que no mesmo período do ano passado (de US$ 38,4 mil para US$ 4,8 milhões). A Indonésia aparece no quarto posto, com US$ 2,2 milhões exportados para o Brasil, 880% mais do que em 2012.

Para Klein, os números corroboram as preocupações do setor em relação ao saldo da balança comercial do setor para o corrente ano. “Fato inédito que começa a frequentar as avaliações dos empresários, a inversão do histórico saldo positivo pode ocorrer ainda este ano, com a  queda das exportações e o crescimento acelerado das importações”, avalia o executivo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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