Abimaq defende reformas política e tributária imediatas
“Reforma Política, Já e Reforma Tributária, ao mesmo tempo”. Assim, provavelmente, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se manifestaria, durante os protestos em curso pelo país”. A declaração foi feita pelo presidente da Abimaq Luiz Aubert Neto (foto) durante a apresentação dos números indicativos da produção e faturamento do setor referente ao mês de maio, nesta quarta-feira (26). Na sua opinião, a reforma política se tornou prioridade, pois, na estrutura atual, com 34 partidos e 39 ministérios, o país se torna ingovernável. “Tenho certeza de que os resultados obtidos por meio de protestos ordeiros e coordenados trarão novos horizontes para o Brasil”, salientou.
A entidade se sente “a caráter” para apoiar esses movimentos, pois idealizou, em 2012, o “Grito de Alerta”, um manifesto em favor da produção e do emprego, reunindo milhares de pessoas nos atos programados para todo o território nacional. A iniciativa teve por objetivo contribuir para a construção de um Brasil próspero, agregando representantes de trabalhadores e empresários.
Conforme o presidente, a Abimaq finaliza projetos para combater a estagnação com que a indústria de transformação vem convivendo nos últimos anos. Um dos primeiros a ser apresentado ao Governo será o “inovar máquinas”, nos mesmos moldes do programa de modernização da frota de veículos, sem subsídio estatal.
Outro projeto, o “Mais Investimento” se justifica pela comprovação de que 53% dos associados da Abimaq não conseguem emitir uma certidão negativa de débito, por estarem inadimplentes com o fisco.
A idéia é implantar um espécie de Refis voltado para o investimento, com a indústria proporcionando a contrapartida com o aumento do faturamento e a manutenção dos níveis de emprego, sem deixar de cumprir seus compromissos tributários. “A medida trará efeito positivo para o governo em médio prazo”, garante Aubert.
A indústria de máquinas e equipamentos fechou o mês de maio com faturamento bruto real de R$ 7,2 bilhões, resultado que representa alta de 8,9% sobre o mês de abril. Na comparação com maio de 2012, o faturamento bruto real recuou 1,7%. Segundo a Abimaq, nos primeiros cinco meses de 2013, o setor faturou R$ 30,8 bilhões, o que representa queda de 7,6% sobre igual período do ano passado.
O consumo aparente de máquinas e equipamentos atingiu R$ 10,1 bilhões em maio, alta de 0,6% ante abril. Em relação a maio de 2012, houve um recuo de 8,9%. Nos cinco primeiros meses deste ano, o consumo aparente totalizou R$ 47,3 bilhões, alta de 2,4% sobre igual período de 2012.
As exportações somaram US$ 1,03 bilhão em maio, alta de 14,1% ante abril e recuo de 8,5% ante o mesmo mês do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 2,65 bilhões no mês passado, queda de 4,3% ante abril e recuo de 14,2% ante maio de 2012.
No acumulado do ano, até maio, as exportações somam US$ 4,4 bilhões, com baixa de 16,4% em relação ao mesmo período de 2012, enquanto as importações totalizavam US$ 13,2 bilhões, o maior valor já alcançado para o período, que corresponde a um avanço de 1,5%.
Os dados da Abimaq mostram que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor fechou maio em 73,97%, índice 0,3% inferior ao resultado de abril, de 74,18%. Em maio, o setor somou 259.360 empregados, alta de 0,2% na força de trabalho em relação ao mês anterior. Comparado a maio de 2012, o número representa avanço de 0,7%.
O déficit comercial do setor apresentou queda de 13,3% de abril para maio, para US$ 1,6 bilhão. Ante maio de 2012, o resultado representa queda de 17,5%. No acumulado do ano, o déficit chegou a US$ 8,7 bilhões, alta de 13,7% sobre igual período do ano passado.







