Futuro do mercado de varejo e bens de consumo preocupa CEOs
Grandes mudanças estão previstas na indústria do varejo e de bens de consumo. É o que aponta o recorte do setor da pesquisa “16th Annual Global CEO Survey”, que traz o uso de mídias sociais, smartphones e compras online como um grande desafio para os CEOs. De acordo com a pesquisa, 37% dos representantes das grandes empresas estão “extremamente preocupados” e outros 37% consideram-se “um pouco preocupados” com a mudança de hábitos e comportamento de gastos dos consumidores.
Entre as ações que serão tomadas ao longo de 2013, 53% deles apontam a melhoria dos serviços prestados como prioridade; mais de quatro em cada cinco CEOs pretendem mudar suas estratégias para conquistar o crescimento e fidelização dos seus clientes e 43% dos varejistas classificam como “drásticas” as mudanças que precisam ser feitas para se adequar ao novo panorama apresentado.
Para seguir a tendência de seus clientes e dos clientes em potencial, os CEOs sabem da importância de investir na experiência participativa que a mídia social oferece para ajudar a construir a marca e a reputação de uma empresa. Em um estudo à parte realizado pela PwC recentemente, descobriu-se que quase 50% dos compradores online olham sites de mídias sociais diariamente, o que influencia em sua decisão de compra. Desta forma, eles encaram as rápidas mudanças tecnológicas como uma oportunidade de crescimento e não mais como um risco para o mercado.
A maioria dos CEOs de bens de consumo (57%) e 61% dos CEOs de varejo dizem que estão mudando suas estratégias nas mídias sociais e planejam aumentar esforços na área. “A experiência do usuário e sua interação nas mídias sociais pode ajudar a construir uma boa reputação das marcas e aumentar as vendas. Os líderes já percebem que investir na a criação de ações diferenciadas compensa. Portanto, não é surpreendente que eles mudem de estratégia para alcançar os usuários de mídias sociais”, explica Jorge Inafuco, especialista em varejo e bens de consumo da PwC Brasil.
Outro ponto que mantém 29% dos CEOs de bens de consumo “extremamente preocupados” é o alto preço das matérias-primas e da energia. Os líderes avaliam os altos custos prejudiciais para o crescimento. Quase dois em cada cinco CEOs possuem planos para conseguir um aumento em seu investimento na obtenção de recursos naturais nos próximos três anos e 19% possuem estes recursos como prioridade de investimento no próximo ano. Em contrapartida, 78% dos varejistas preveem uma “diminuição ou nenhum aumento no investimento” ao longo dos próximos anos, contando com parceiros para fortalecer suas estratégias e planejamentos.
Diante deste quadro, os CEOs passam a avaliar cuidadosamente outras oportunidades de investimento. Apesar de verem perspectiva de crescimento doméstico, com 39% para o varejo e 29% para os bens de consumo, os CEOs também apostam no crescimento de países emergentes em 2013, acreditando no potencial de compra da classe média. O Brasil está entre os países melhor avaliados e a China ocupa o topo da lista.


