Carteira de financiamento de veículos faz caminho inverso

financiamento de veículosMedidas para aquecer o mercado e incentivar a compra de veículos, como o financiamento a juro zero, ajudaram a manter as vendas em alta durante o primeiro semestre de 2013. Ao mesmo tempo, segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), estas condições subsidiadas pelas montadoras têm contribuído para as seguidas quedas na carteira de financiamento de veículos.

O saldo total da carteira de financiamentos para a aquisição de veículos, que em maio registrou R$ 234,3 bilhões, apresentou baixa de 0,4% em junho, passando para R$ 233,4 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2012, quando atingiu R$ 245 bilhões, a redução foi de 4,7%. Em junho último, foram concedidos R$ 8,8 bilhões, volume 5,3% inferior ao mês anterior, que registrou R$ 9,3 bilhões. Em relação a junho do ano passado, com R$ 10,7 bilhões liberados, houve queda de 18%.

Para Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef, campanhas especiais com taxa zero de juros são positivas para aquecer o mercado em certos períodos. “Em países com inflação e taxas de juros baixas, essas promoções são mais comuns. Já no Brasil, o custo para as montadoras subsidiarem o desconto, permanentemente, é bastante alto, o que dificulta sua manutenção por um longo período de tempo.”

Em junho, os associados da Anef praticaram uma taxa média mensal de juros de 1,23% a.m, 0,1 p.p abaixo da efetivada em maio – 1,24%. A taxa média anual foi de 15,80%, ao passo que em maio havia sido de 15,94%. Enquanto isso, a ponderação média das taxas praticadas pelo mercado (bancos de varejo) no financiamento de veículos passou de 1,51% a.m e 19,7% a.a, para 1,50% a.m e 19,5% a.a, respectivamente, no CDC para pessoa física. No CDC para pessoa jurídica, a taxa passou de 1,26% a.m para 1,27% a.m, e de 16,2% a.a para 16,4% a.a. A taxa Selic manteve-se estável no período, em 0,64% a.m e 8% a.a.

A falta de pagamento de contratos de financiamento (CDC) acima de 90 dias, no caso de pessoa física, apresentou queda de 0,2 p.p em junho, ficando em 6,1%. Entre 15 e 90 dias, passou de 8,6% em maio para 8,3% no mês seguinte, queda de 0,3 p.p.  No primeiro semestre, os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores seguiram em 60 meses, e o prazo médio no final do período foi de 42.

De janeiro a junho, as modalidades de pagamento utilizadas na compra de automóveis e comerciais leves no mercado interno dividiram-se em Leasing, 2%; Consórcio, 8% ; à vista, 37%; e 53%, CDC. Na venda de caminhões e ônibus, o Leasing e o Leasing Finame representaram 1% do total comercializado, enquanto as cartas de consórcio, 2%; CDC, 9%; pagamentos à vista, 10%; e 78%, por intermédio do Finame. No segmento de motocicletas, 29% das vendas foram à vista; 34%, CDC; e 37%, cartas de consórcio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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