Juros para o consumidor podem variar em até 128% entre bancos
Geralmente, o consumidor se preocupa com os juros cobrados pelo banco apenas no momento de um financiamento bancário, dívida com o cheque especial ou cartão de crédito. Porém, a pesquisa dos valores é importante desde o momento da escolha do banco e faz parte do planejamento financeiro do consumidor. Para auxiliar nisso, o GuiaBolso.com realizou um levantamento com as principais instituições financeiras no Brasil e identificou até 128% de diferença entre as taxas médias cobradas durante o mês de setembro. A pesquisa levou em consideração as instituições Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander.
Em relação às tarifas das cestas cobradas pelos bancos, a diferença chega a 26% nos dois principais pacotes padronizados pelo Banco Central. Esse, no entanto, acaba sendo o menor custo quando o consumidor recorre a créditos pré-aprovados, como o empréstimo pessoal e cheque especial. Na primeira modalidade de financiamento, a diferença entre juros cobrados nos bancos alcança 78% levando em consideração os valores médios, com o Bradesco cobrando as maiores taxas. Na segunda, essa diferença é de 128% entre a Caixa, que cobra os menores valores, e o banco com a maior taxa de juros, o Santander.
“O ideal é nunca recorrer ao cheque especial, que é uma modalidade cara de crédito em qualquer situação. Porém, deslizes e imprevistos acontecem, principalmente se não houver um bom planejamento financeiro. Por isso, a escolha do banco também é importante”, relata Thiago Alvarez, co-CEO do GuiaBolso.com, que também lembra que taxas diferentes podem ser cobradas de acordo com o perfil do cliente.
Para Luiz Krempel, planejador financeiro do GuiaBolso.com, o empréstimo pessoal e o cheque especial devem ser as últimas alternativas. “Inicialmente, é importante ter uma reserva da renda para eventuais imprevistos. Se essa reserva não existe e algo extraordinário acontece, o consumidor deve, primeiro, tentar conversar com o gerente e encontrar financiamentos com juros menores, adequados a necessidade daquele momento.”, explica o especialista. Krempel ainda avisa que, caso haja uma dívida pré-existente e com altos juros no cheque especial, é importante que ela seja trocada por outra modalidade de financiamento, com juros menores, como os que oferecem algum tipo de garantia: crédito consignado ou veículos, por exemplo.
Além das taxas e juros cobrados, o consumidor também deve avaliar o atendimento do banco. ”De nada adianta a instituição ter uma taxa menor se, em um momento de necessidade, o cliente não consegue negociar com o gerente, por exemplo”, explica Thiago Alvarez. De acordo com os dados registrados pelo Reclame Aqui e compilados pelo GuiaBolso.com, a instituição bancária recordista em reclamações absolutas é o Itaú-Unibanco, com 13.267. Porém, quando é levada em consideração a base de correntistas, o “vitorioso” é o Santander, com 5,7 reclamações a cada 10 mil clientes. O Santander também lidera o índice de reclamações precedentes do Banco Central entre julho de 2012 e junho de 2013.








