Desafio das franquias é reinventar o negócio
O Brasil é o terceiro país no mundo em número de marcas que atuam no franchising — cerca de 2.400— e o setor continua em franco crescimento. Esse movimento faz com que as franqueadoras aumentem sua preocupação em criar alternativas para se diferenciar e estimular o desenvolvimento de suas redes. Entre os caminhos adotados, vale destacar que o aprimoramento da gestão da rede tem sido pauta constante no dia a dia das franqueadoras.
Neste cenário, o Grupo Bittencourt, consultoria especializada em redes de franquias e negócios, desenvolveu uma análise do mercado que elenca as principais tendências do segmento para os próximos dois anos. De acordo com a consultoria, os franqueadores de redes de franquias consolidadas enxergam o franqueado como um parceiro de valor, e dão importância à experiência e à contribuição do franqueado no processo de gestão do negócio. Cada vez mais, os sistemas de gestão e comunicação da rede precisarão ser aperfeiçoados para ampliar o sentimento de pertencimento, assim como o seu compromisso com a marca. O desafio é manter a equipe da franqueadora engajada e os franqueados motivados.
Uma das tendências é que, com a consolidação do sistema de franchisingno Brasil, o desafio seja reinventar o negócio. Algumas redes passarão a oferecer uma segunda ou terceira marca — que não sejam concorrentes entre si no mesmo nicho de mercado ou público alvo a que se destinam — para agregar novos franqueados e impulsionar o crescimento daqueles que já participam da rede. Haverá uma maior participação de grupos financeiros e também de fundos de private equity atuando nofranchising brasileiro, atraídos pelo bom desempenho econômico de determinadas marcas. De acordo com Lyana Bittencourt, diretora de marketing e desenvolvimento do Grupo Bittencourt, será possível presenciar a formação de novos conglomerados de empresas franqueadoras, originadas de grupos já consolidados, o que irá proporcionar maior poder de negociação, compartilhamento de know-how e soluções logísticas.
Ainda segundo a análise, há muito espaço para a evolução do setor. A densidade da população brasileira por unidade de franquia ainda é baixa. Existem cerca de 1.850 pessoas para cada unidade franqueada no Brasil, o que sinaliza o espaço que ainda existe para o crescimento do setor nos próximos dois anos, considerando o aumento do potencial de consumo das classes emergentes em um país com uma população de mais de 200 milhões de pessoas.
O último item levantado, mas não menos importante, é a questão da informalidade no franchising, uma prática que vai perder espaço. As franquias eliminarão essa possibilidade, contribuindo para a aceleração profissional e melhorias na gestão do setor. “As franquias continuarão a aprimorar a eficiência da gestão de suas redes e oferecer cada vez mais serviços de valor agregado aos franqueados, a fim de se diferenciar no mercado frente aos seus concorrentes, contribuindo para o desenvolvimento do franchising no Brasil”, comenta Lyana.








