Consultoria de Negócios prevê ano difícil para a Bolsa brasileira

Murilo Jovtei: as eleições também devem movimentar a Bolsa brasileira e contribuir para a volatilidade do mercado no próximo ano.
Murilo Jovtei: as eleições também devem movimentar a Bolsa brasileira e contribuir para a volatilidade do mercado no próximo ano.

O ano de 2013 não tem sido positivo para a Bolsa de Valores brasileira. E, ao que tudo indica, 2014 também não será favorável. O cenário é ainda bastante volátil, o que faz com que permaneça a desconfiança no mercado. Para Murilo Jovtei, o analista e diretor da Go4! Consultoria de Negócios, o cenário negativo da Bolsa brasileira em 2013 se explica por dois principais motivos: o fraco desempenho da economia brasileira, refletido no preço das ações, e as incertezas sobre as retiradas de estímulos do FED por meio do Quantitative Easing, programa norte americano de compra de títulos, que impactou na valorização do dólar frente as outras moedas, em especial, as de países emergentes.  “Ainda, no final deste ano, tivemos o anúncio do PIB do terceiro trimestre, que ficou muito abaixo do esperado. O cenário aponta incertezas para o próximo ano e a repetição de um PIB em baixos patamares”, completa Jovtei.

O analista acredita que as perspectivas para a Bolsa brasileira ainda são mais complicadas para 2014. “Todos os elementos apontam para um ano de extrema volatilidade”, afirma. Além da questão do Quantative Easing, a recuperação da economia nos países europeus e nos Estados Unidos, com a manutenção do nível de atividade econômica atual no Brasil, deve elevar ainda mais o risco-país, criando um cenário delicado para os investidores.

O superávit fiscal brasileiro também é outro ponto que preocupa os economistas. “É algo que está sendo muito questionado, pois até um passado recente o Brasil gerava um belo superávit. Com a elevação dos gastos públicos nos últimos anos, acompanhados de diminuição nos investimentos em infraestrutura e com recuperação lenta da economia, o risco aumenta. Isso nos leva a estar diante de uma possível diminuição da nota de crédito do Brasil, o que causaria grande agitação no mercado financeiro, afugentando investidores”, alerta Jovtei.

Além disso, as eleições também devem movimentar a Bolsa brasileira e contribuir para a volatilidade. Em anos de eleições dificilmente são realizados ajustes significativos na política econômica do país, o que será ruim para o Brasil, visto que os fundamentos de outras economias tendem a melhorar, enquanto os nossos a se deteriorar. “O mercado fará as suas apostas nos candidatos à presidência, o que mexe com o cenário financeiro, criando incertezas”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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