Demanda do consumidor por crédito recua 7,9% em novembro

grafico-queda2A quantidade de pessoas que buscou crédito diminuiu 7,9% em novembro/13 em relação ao mês imediatamente anterior (outubro/13). Em comparação com novembro do ano passado, houve decréscimo de 5,5% na demanda por crédito por parte dos consumidores. No acumulado do ano, isto é, de janeiro a novembro de 2013, a demanda dos consumidores por crédito cresceu 2,7% frente ao período de janeiro a novembro de 2012, mantendo a trajetória de desaceleração neste critério de comparação. As informações são do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito divulgado nesta quarta-feira (11).

Segundo os economistas da Serasa Experian, o repasse das sucessivas elevações da taxa básica de juros (taxa Selic) para o custo dos empréstimos, desencorajando os consumidores a expandir seus níveis de endividamento, e a menor quantidade de dias úteis em novembro/13 frente a outubro/13 (20 contra 23) impactaram negativamente a procura do consumidor por crédito em novembro/13.

Os maiores recuos na procura por crédito ocorreram nas camadas de rendas mais baixas. Os consumidores que ganham até R$ 500/mês e os que recebem entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais declinaram suas demandas por crédito em 8,9% e 8,7%, respectivamente. Os que ganham entre R$ 1.000 e R$ 2.000 mensais registaram recuo de 7,2% e para os que recebem entre R$ 2.000 e R$ 5.000, a queda foi de 6,8%. A queda para quem recebe entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês foi de 6,5% e, finalmente, para quem ganha mais de R$ 10.000 por mês, o declínio da demanda por crédito em novembro foi de 7,7%.

Os consumidores de menores rendimentos continuam liderando a expansão da demanda por crédito no acumulado do ano, isto é, de janeiro a novembro de 2013: crescimento de 9,4% para os consumidores que recebem até R$ 500 mensais e de 4,8% para aqueles que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 por mês. Para os consumidores com rendimentos mensais entre R$ 1.000 e R$ 2.000, o aumento acumulado de janeiro a novembro de 2013 da demanda por crédito foi de 0,8%.

Já os consumidores das camadas de rendas mais altas exibem quedas em termos de demanda por crédito no acumulado do ano: diminuição de 1,6% para os consumidores que ganham entre R$ 2.000 e R$ 5.000 por mês; recuo de 3,3% para os consumidores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais e queda de 2,6% para aqueles que ganham mais de R$ 10.000 por mês. Em todas as regiões geográficas do país a demanda dos consumidores por crédito registrou variação negativa em novembro/13: Norte (-12,2%); Nordeste (-7,5%); Sudeste (-9,0%); Centro-Oeste (-6,5%) e Sul (-4,7%).

No acumulado do ano, isto é, de janeiro a novembro de 2013, as regiões Norte e Nordeste registram as maiores taxas de crescimento da demanda dos consumidores por crédito: altas de 12,6% no Norte e de 9,1% no Nordeste. No Sul, a alta de janeiro a novembro totalizou 4,3%. A região Sudeste acumulou crescimento de 0,1% na demanda dos seus consumidores por crédito. O Centro-Oeste é a única região que exibe queda na demanda do consumidor por crédito no acumulado do ano: recuo de 3,3% frente a janeiro a novembro de 2012.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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