Setor de máquinas prevê dificuldades em 2014
“Caso repita, em 2014, os mesmos números de 2013, a indústria de máquinas e equipamentos já se dará por satisfeita.” A afirmação é do presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso. Isto, porque, segundo ele, a expectativa para este ano não é nada animadora.
No ano passado, a indústria de máquinas fechou com uma queda de 5,7%. De acordo com levantamento da Abimaq, é o segundo ano consecutivo que o setor aponta déficit. Os dados apontam que ao longo do primeiro semestre de 2013 aconteceu uma melhora gradativa da taxa de desempenho das vendas do setor. Essa tendência não se confirmou, com o faturamento recuando, principalmente, nos últimos três meses do ano.
Para Velloso, não existe nenhum indicativo de aponte uma perspectiva de reversão desse quadro no decorrer de 2014. “A carteira de encomendas continua muito baixa, equivalente a três meses de produção e as indústrias trabalham com apenas 72% da sua capacidade instalada”, informou.
Apesar de o setor representado pela Abimaq confirmar apenas dois meses de vendas em 2013 maiores que 2012, as exportações do setor representaram 13,5% do volume total exportado pelo Brasil. Mesmo assim, a balança comercial do setor aferiu um recorde negativo, apontando um déficit de R$ 20 bilhões.
O consumo aparente, que mede o volume de vendas internas mais importações, menos exportações, cresceu 5,6% em 2013, incentivado pela valorização do dólar. “Ao eliminarmos o efeito cambial, observa-se uma queda de 0,2%, um resultado muito aquém das necessidades do país”, reconhece o presidente-executivo.
Apesar da queda registrada no faturamento, o discreto crescimento observado na produção permitiu ao setor, a manutenção da mão de obra no período, praticamente, no mesmo nível de 2012.
A perspectiva de certa recuperação do setor com o advento da Copa do Mundo não se confirmou, de acordo com o dirigente. “Vendeu-se mais cimento e tijolos, mas, em compensação, as máquinas e equipamentos utilizados na construção de estádios e melhorias em obras de mobilidade tiveram pouco conteúdo local”, completou Velloso, acreditando que a história se repetirá com a realização das Olimpíadas, no Rio, em 2016.







