Setor de limpeza e conservação vive o drama da falta de mão de obra

Adonai Arruda assume em abril a presidência do Sindicato de Asseio e Conservação no Estado do Paraná pela terceira vez.
Adonai Arruda assume em abril a presidência do Sindicato de Asseio e Conservação no Estado do Paraná pela terceira vez.

Enquanto empresas de alguns setores da economia brigam desesperadamente para fechar novos contratos ou mesmo mantê-los, o segmento de asseio e conservação vem crescendo há vários anos consecutivos. Porém, as empresas do setor vivem um drama muito maior do que conquistar clientes, que é a falta de mão de obra e a alta rotatividade. Só no Paraná, 5 mil vagas estão abertas e não conseguem ser preenchidas por falta de interessados.

Eu conversei com o presidente do Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado do Paraná, o empresário Adonai Aires de Arruda, e ele me informou que o setor que engloba 15 atividades, emprega diretamente só no Paraná, 50 mil trabalhadores. Em todo o Brasil, são 2 milhões de empregados.

Para tentar solucionar o problema da falta de mão de obra nas 400 empresas que atuam no Paraná foi criada a Fundação de Asseio e Conservação, a Facop, que com seus 5 mil metros quadrados de área, em Almirante Tamandaré, certificou 16 mil pessoas nos últimos 3 anos. Os cursos de qualificação variam de quatro horas até três meses, e 99,9% dos participantes já saem empregados.

Adonai Arruda me disse que sua empresa tem 37 anos de atividades, mas nunca viveu um momento tão complexo como o que está passando hoje. Hoje, a rotatividade média mensal é de 6%, o que significa que a cada 18 meses, cada empresa de limpeza e conservação troca totalmente o seu quadro de funcionários.  Esta rotatividade  não é decorrente de salários, mas é explicada pelo presidente do Sindicato pelo fato de que vivemos hoje um mundo de trabalho de 24 horas por dia e de sete dias da semana,  com escalas. O que acontece é que a maioria dos trabalhadores  não quer trabalhar nos sábados e domingos. Então quando abre uma vaga numa indústria, por exemplo, cujas atividades são de segunda a sexta-feira, imediatamente troca de emprego.

E a preocupação vai aumentar ainda mais este ano, pois dentro de 30 dias começam as contratações para a Copa do Mundo e depois para as campanhas eleitorais. Segundo Adonai Arruda, o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação tem ampliado as parcerias com a Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, com a Secretaria da Justiça para inclusão de ex-presidiários, e  com a FAS, mas nem assim tem conseguido mão de obra suficiente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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