Comércio exterior torna pequenos negócios mais competitivos
Preparar sua empresa para atuar no mercado externo pode ser uma estratégia que vai tornar o pequeno negócio se tornar mais competitivo no mercado interno. De 2002 a 2011, o valor médio exportado por micro e pequenas empresas quase dobrou, passando de US$ 100 mil para US$ 193 mil. Apesar de o mercado interno estar bastante aquecido, a exportação de produtos manufaturados representa uma oportunidade de mercado e os pequenos negócios devem ficar atentos. Atualmente, as micro e pequenas empresas respondem por 1% das exportações brasileiras.
Com foco nesse mercado e no tema competitividade e inovação, o Sebrae apoia a realização do Encontro Empresarial de Comércio Exterior (Encomex Empresarial), no próximo dia 5 de junho, em Jaraguá do Sul (SC). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site: www.encomex.mdic.gov.br. O evento é organizado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
O Encomex reúne autoridades e palestrantes para tratar de assuntos relevantes para o comércio internacional. Por meio de parcerias importantes, o Encomex encoraja ainda pequenas e médias empresas a explorarem o mercado externo. Na programação do evento está prevista a palestra de Patrícia Mayana Maynart Viana, gerente-adjunta de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae, que falará sobre caminhos para diferenciação e acesso a mercados internacionais.
Para o Sebrae, apoiar eventos dessa natureza visa sensibilizar os pequenos negócios para a importância de se utilizar o comércio exterior como estratégia para aumentar a competitividade. “Mesmo que o empresário atue somente no mercado local, a partir do momento em que ele inicia um processo de preparação dos seus produtos com foco no mercado externo (observando exigências e tendências internacionais), a qualidade dos produtivos e serviços produtivos são aperfeiçoados, o que o torna mais competitivo”, explica o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.
É o que pensa o empresário Antônio José Isaac. Há quase 30 anos no ramo de redes de balanço, o empresário, dono da “Redes Isaac”, em Fortaleza (CE), exporta seus produtos (redes, cadeiras e almofadas) para Alemanha, França, Espanha, Holanda, Dinamarca, Bélgica e Estados Unidos, desde 1994. “Com a bagagem que acumulamos para nos adaptar ao mercado internacional, conseguimos atender o público brasileiro com mais qualidade. Os brasileiros têm ficado cada vez mais exigentes, especialmente com a ascensão de classes dos últimos anos”, informa Antônio José. A expectativa de faturamento com exportação da empresa para este ano é de mais de R$ 3 milhões.
Quem acabou de adentrar ao universo das exportações foi o empresário Pedro Caetano, sócio da Lajedo do Ouro, indústria de cacau fino, localizada no interior da Bahia, no município de Ibirataia. No ano passado, sua empresa, fundada em 2006, passou a exportar cacau fino para os Estados Unidos, França e Bélgica. “Isso tem contribuído para que a gente se prepare para o mercado brasileiro, que, aos poucos, começa a se abrir as linhas de produtos premium, como cacau e café”, diz.








