Receita da Companhia Providência cai 15,2% no segundo trimestre do ano
A Companhia Providência, líder na fabricação e comercialização de nãotecidos no Brasil, com significativa presença nas Américas e atuação global, registrou receita líquida de R$ 163,8 milhões no segundo trimestre de 2014, um recuo de 15,2% sobre o mesmo período do ano anterior, após a paralisação de parte de suas linhas de produção. A receita da Companhia no trimestre foi menor basicamente devido à paralisação parcial de algumas linhas de produção em São José dos Pinhais (PR), determinada pelo Ministério do Trabalho em 1º de abril de 2014, até que fosse comprovada a aderência à NR-12. A Companhia acelerou os projetos de adequação dos equipamentos e as linhas de produção já estão totalmente liberadas.
O volume de vendas somou 22,6 mil toneladas, em uma redução de 25,9% sobre o segundo trimestre de 2013. Analisando somente a venda de nãotecidos, a queda foi de 23,9%. O EBITDA ajustado da Companhia alcançou R$ 7,2 milhões, 77,5% inferior em comparação ao segundo trimestre de 2013. A margem EBITDA ajustada do segundo trimestre totalizou 4,4%, 12,2 pontos percentuais abaixo ao registrado no ano anterior – queda também atribuída à interdição parcial da fábrica de São José dos Pinhais.
“O trimestre foi um dos mais desafiadores da história da Companhia, pois passamos três meses com partes das linhas de produção em São José dos Pinhais paralisadas”, afirmou Hermínio de Freitas, CEO da Companhia Providência. “Mas fizemos um esforço concentrado em colocar as linhas de volta em operação o mais rápido possível.”
Também no segundo trimestre, foi concluída a operação de aquisição de controle pela PGI, líder mundial em nãotecidos. Freitas lembrou as oportunidades trazidas pela compra, que foi concluída no início de junho. “A união de forças com a PGI irá contribuir, sem dúvida, para a continuidade do nosso sucesso nos mercados em que atuamos.”
O resultado financeiro líquido no período foi negativo em R$ 20,2 milhões, contra resultado negativo de R$ 6,9 milhões no mesmo período do ano passado. O saldo está diretamente relacionado às variações cambiais ocorridas sobre os ativos e passivos em moeda estrangeira e também à realização de evento não-caixa, relacionado à transação de refinanciamento da dívida. Os custos de pré-pagamentos de empréstimos foram totalmente reembolsados pela PGI. Comparando com o primeiro trimestre deste ano, as variações cambiais e a realização dos custos de captação dos empréstimos e financiamentos liquidados no trimestre também tiveram impacto direto.
O trimestre apresentou prejuízo de R$ 45,4 milhões, principalmente devido ao menor volume de vendas e às despesas não recorrentes referentes a honorários sobre prestação de serviços relacionados à alienação de controle da Companhia, objeto de Fato Relevante divulgado em 11 de junho de 2014. A dívida líquida teve aumento de 5,6% em relação a 2013, principalmente em função da redução do caixa e instrumentos financeiros com liquidez no trimestre.








