Agronegócio vai demandar 10% mais trabalhadores no Paraná em 2015
Ao palestrar, na manhã desta quinta-feira (20), em Maringá, no evento que debateu “O trabalho temporário no agronegócio”, o presidente da Employer Recursos Humanos Ltda., Marcos Abreu, disse que a previsão para 2015 é de um aumento de 10% na demanda por mão de obra temporária, por parte das empresas que atuam no setor. Ele falou a cerca de 150 convidados no salão social da Associação Cocamar, sendo a maior parte representantes de cooperativas paranaenses. A iniciativa foi organizada em parceria com a Cocamar Cooperativa Agroindustrial.
De acordo com Abreu, o atraso no plantio da safra de grãos 2014/15 vai impactar na atividade operacional das empresas no próximo ano. “A safra vai tomar mais tempo em comparação a do ciclo 2013/14, que foi relativamente rápido”, citou o dirigente. Pelos números da Employer, serão demandados 314 mil trabalhadores temporários em 2015 no Estado, contra 285 mil este ano. “O trabalho irá se prolongar até setembro, também, por conta do consequente atraso na safrinha de milho”, acrescentou.
Neste ano, 70,5% dos trabalhadores foram do sexo masculino e, no total, a mão de obra contratada tinha entre 25 e 40 anos, sendo que 55% declararam ter o ensino médio. O salário médio pago no Paraná é de R$ 997,74, contra R$ 858,87 na média dos demais estados brasileiros. “Estamos injetando cada vez mais trabalho feminino nas operações de safra”, salientou Abreu.
O evento debateu também as mudanças no trabalho temporário a partir de 2015, abordando temas como trabalho temporário não é terceirização, regime legal, a estratégia do trabalho temporário, o papel da Agência, as alterações nos prazos para contratação de mão de obra temporária, os motivos de contratações que se aplicam à portaria, os períodos de prorrogações, contratos de agenciamento, as principais dúvidas, tributação sobre taxa no trabalho temporário, e o novo entendimento do artigo 2, II, LC 116/03 e as inconstitucionalidades do RR do STJ no ISS.
Além do presidente Marcos Abreu, o advogado Wagner Modesto, especialista em Direito Tributário e Previdenciário do Grupo Employer, também falou aos participantes. Segundo ele, poucas empresas sabem realmente qual o regime legal, quais são as estratégias do trabalho temporário, os prazos que devem ser cumpridos com esses colaboradores, onde encontrá-los, as taxas de tributação, enfim, todo o entendimento legal e jurídico sobre a contratação direta de profissionais temporários.
Para o vice-presidente de Gestão da Cocamar, Divanir Higino da Silva, que pronunciou-se na abertura, “realizações como estas são esclarecedoras porque o agronegócio é um dos principais motores da economia brasileira”.








