Dólar tem a cotação mais alta dos últimos 9 anos

O dólar em relação ao real prossegue em trajetória de alta. A moeda norte-americana no câmbio comercial atinge a maior cotação dos últimos nove anos, ao abrir nesta terça-feira (16) em R$ 2, 73, uma alta de quase 2% em relação ao dia anterior e já acumula este ano valorização de 16%, sendo que só na primeira quinzena de dezembro a elevação já passa de 6%.
O mercado cambial vem registrando grande volatilidade desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. E nem mesmo a confirmação da nova equipe econômica, com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Ministério do Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central, tranquilizou o mercado. Também a alta de juros não vem se refletindo nas cotações do dólar. É que em tese, os juros domésticos mais altos, em tempos normais, sempre ajudaram a derrubar o dólar, porque ampliam a diferença das taxas brasileiras em relação às dos Estados Unidos, tornando o Brasil mais atrativo para aplicadores internacionais. Só que agora isso não está acontecendo.
A alta do dólar em relação ao real tem reflexos negativos para alguns segmentos da economia brasileira e positivos para outros. Para os exportadores, a valorização da moeda norte-americana torna os nossos produtos mais competitivos lá fora. Já os importadores não estão nada satisfeitos, pois dólar mais alto representa mercadorias mais caras. Aliás, os produtos importados e vendidos no nosso mercado não param de subir e isso também tem se refletido nos índices inflacionários.
A alta do dólar também deve se refletir sobre as empresas que estavam buscando importar máquinas e equipamentos no próximo ano para modernizar seus parques industriais. Com a economia retraída e o dólar mais alto, as importações de máquinas e equipamentos deverão ficar para segundo plano.
O dólar mais alto também vai encarecer as viagens ao exterior. O dólar turismo abriu nesta terça-feira (16) cotado a R$ 2,69 para compra e R$ 2,84 para venda.


