Melhora a confiança no setor sucroalcooleiro

setor-sucroalcooleiroO Índice de Confiança dos Fornecedores do Setor Sucroalcooleiro (ICFSS) Reed/Fundace, pesquisa realizada pelo Agrofea-USP e que mede a expectativa dos gestores do setor atingiu 0,45 pontos na rodada apurada em novembro, referente ao terceiro trimestre de 2014. O resultado mostra uma melhora de 0,03 pontos em comparação com a rodada anterior, realizada em agosto. A confiança dos empresários e executivos, entretanto, segue abaixo da linha de 0,50 pontos, o que ainda classifica os gestores como pessimistas com relação ao setor.

Embora ainda esteja abaixo da linha de confiança, a alta de 0,03 pontos se deve à melhora dos quatro indicadores futuros que se somam aos indicadores de condições atuais para compor o ICFSS. Os indicadores sobre condições futuras sondam os gestores quanto a sua confiança para os próximos seis meses, enquanto os de condições atuais medem a confiança com relação à situação atual da economia, do Sistema Agroindustrial Sucroenergético, dos fornecedores do setor e das empresas dos gestores.

Dentre os indicadores que medem a confiança nas condições atuais, os que se referem à economia em geral e ao setor sucroenergético apresentaram queda de 0,06 e 0,07 pontos, respectivamente. Por outro lado, ainda sobre condições atuais, os gestores estão mais otimistas com relação ao próprio segmento (o de fornecedores de produtos e serviços ao setor) e também com relação às suas empresas.

O indicador de confiança nas empresas foi o único que ficou acima da linha de confiança dentre os indicadores que medem as condições atuais do setor, atingindo 0,51 pontos. Foi a primeira vez, em 2014, que os empresários mostraram confiantes para o futuro. De acordo com o boletim, a discreta segurança em relação às condições das empresas se deve às estratégias adotadas por muitos empresários de diversificar seus setores de atuação, reduzindo a dependência do Sistema Agroindustrial Sucroenergético.

Já os quatro indicadores que medem as expectativas para os próximos seis meses tiveram alta generalizada na comparação com as duas rodadas anteriores de agosto e maio. A média de pontos dos indicadores futuros ficou em 0,51 pontos, mostrando confiança dos fornecedores com o futuro. O indicador sobre expectativas futuras do Sistema Agroindustrial Sucroenergético atingiu ponto de equilíbrio de 0,50 pontos, com alta de 0,10 pontos, a maior entre os indicadores. Já as expectativas quanto às condições das empresas dos gestores subiu de 0,56 para 0,61 pontos. O indicador sobre a economia, embora siga abaixo da linha de confiança, também apresentou alta, subindo de 0,40 para 0,42. A confiança em todo o segmento de fornecedores para o setor também subiu. Foram 0,04 pontos que deixaram o indicador com 0,49 pontos e bem próximo da linha de confiança.

“Essa confiança se deve também à sazonalidade do setor que entrou na entressafra em novembro, época de manutenção das usinas. Os próximos três ou quatro meses serão de muita atividade e é o momento de maior demanda por produtos e serviços”, avalia Roberto Fava Scare, professor da FEA-RP/USP e um dos coordenadores do boletim. “É por isso que, mesmo com indicadores negativos na economia e de incertezas no setor, vivemos um período de otimismo no curto prazo dentre os fornecedores”, completa o pesquisador.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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