Com o fim da desoneração da folha de pagamento empresas partem para a reestruturação

A chamada “desoneração da folha de pagamento” foi adotada com o intuito de diminuir o custo de produção Brasil e tornar a economia nacional mais competitiva internacionalmente. Com o término desta desoneração, as empresas tem que se reestruturar diante do novo cenário e, segundo o diretor da Pactum Consultoria Empresarial, Gilson Faust, “o que atrapalha é a surpresa, porque aumentar e diminuir a carga tributária é um movimento normal da administração do sistema tributário”.
Porém, na nova conjuntura, todo o planejamento realizado considerando a desoneração é posto em cheque. Faust afirma que “o custo maior é o custo invisível”. Referindo-se a investimentos e projeções feitos por empresas levando em consideração as regras tributárias apresentadas anteriormente. “Decisões estratégicas foram tomadas levando em conta as regras conhecidas, agora você ter que mudar tudo em 90 dias, gera muito prejuízo”, assegura Faust.
“Estamos num voo cego”, afirma Gilberto Antônio Cantú, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná, Setcepar. “O cenário político é o pior possível nas últimas décadas, é muita incerteza”, ilustra. Cantú afirma ainda que os empresários pedem, há muitos anos, a desoneração da folha de pagamento. “Demos um passo para frente neste sentido e agora estamos prestes a dar dois passos para trás”, lamenta. Cantú garante ainda que o empresariado não se sente confortável também com o fato de as medidas adotadas beneficiarem apenas alguns setores, “é muito remendo, falo isso não por mim, mas por muitos empresários, é o que vejo como presidente de sindicato”, ilustra.








