Balança comercial do Paraná acumula déficit de US$ 211 milhões no primeiro trimestre

O Paraná está importando mais do que exportando.
O Paraná está importando mais do que exportando.

O saldo da balança comercial paranaense (diferença entre as exportações e as importações) acumulou um déficit de US$ 211 milhões de janeiro a março de 2015. O resultado significa que, em valores, o Estado importou mais do que exportou. As exportações no período totalizaram US$ 3,003 bilhões e o total importado chegou US$ 3,215 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). De acordo com análise do departamento econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) o déficit em grande parte se deve à diferença de valor entre o que é exportado e o que é importado. É que o Paraná voltou a ser um exportador de matérias-primas enquanto a exportação de produtos manufaturados e semimanufaturados segue em queda.

“Desde 2007 a exportação de manufaturados vem caindo ano a ano”, observa Roberto Zurcher, economista da Fiep. Ele lembra que estes produtos ganharam força na pauta de exportações do Paraná logo após a chegada das montadoras que contribuíram para mudar o perfil exportador do Estado. Mas, a exportação de manufaturados, que em 2006 chegou a 57,41% do total exportado, em 2014 respondeu por apenas 35,63% de tudo o que o Paraná exportou. No último ano, a exportação de produtos básicos prevaleceu, respondendo por 50,85% da pauta de exportações paranaenses.

“Estamos assistindo a um retrocesso neste cenário, reflexo da falta de incentivo à industrialização e da elevada carga tributária que torna o nosso produto industrializado pouco competitivo no mercado mundial, estimulando cada vez mais a venda de produtos básicos”, comenta Zurcher. Ele cita como exemplo o que acontece no complexo soja, onde exportamos o grão e importamos depois o óleo processado lá fora a partir da nossa matéria-prima.

O complexo soja é o que lidera as exportações do Paraná, respondendo por 25,26% das exportações registradas no primeiro trimestre de 2015. Em seguida vem Carnes, com 18,22% e em terceiro lugar Madeira, com 7,54%.  Entre os importados, a liderança é dos produtos Químicos, que responderam por 19,9%, seguido de Mecânica, com 16,85% e Material de Transporte respondendo por 17,59%.

A China continua a ser o principal parceiro comercial do Paraná, superando a Argentina pelo sétimo ano consecutivo. No primeiro trimestre de 2015, o intercâmbio comercial entre o Paraná e a China chegou a US$ 1,148 bilhão, sendo US$ 467 milhões de exportações e US$ 680 milhões de importações.  A Argentina ficou em segundo lugar com intercâmbio comercial de US$ 441 milhões e os Estados Unidos em terceiro com US$ 416 milhões negociados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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