Com crise de energia, data centers ecológicos diminuem custos para empresas

O Brasil vive a maior crise de fornecimento de energia desde o racionamento de 2001. O preço da energia elétrica deve subir 38,3% neste ano, segundo estimativa divulgada no último dia 12 pelo Banco Central. Para as empresas e indústrias, isso resulta em aumento dos preços dos produtos. Um dos maiores gastos de energia das empresas é com os data centers – locais onde ficam centralizados todos os equipamentos de processamento e armazenamento de dados com segurança. Embora sejam essenciais, estima-se que o custo de infraestrutura física de um Data Center varia entre US$ 80 mil a US$ 150 mil, para cada servidor. Desse total, 20% são gastos apenas com energia elétrica. Por isso, os data centers ecológicos ganham importância no cenário nacional e mundial. Trata-se de uma alternativa de criação de um novo sistema, como fez a Google da Finlândia, que instalou seus equipamentos próximos ao mar, construindo uma rede de túneis que leva a água para seu próprio sistema de resfriamento.
Pensando nisso, a Fibracem, indústria brasileira que atua no segmento de comunicação óptica, desenvolveu racks, especialmente projetados para Data Centers, que contam com passagens exclusivas para cabos elétricos, cabling e ópticos de forma que o ar condicionado do piso elevado “escape” o mínimo possível. Eles possuem também calhas superiores independentes, que permitem a passagem de cabos ópticos e UTP, interligando os racks da mesma fileira e o piso só será utilizado quando for preciso interligar uma fileira com outra. “Assim conseguimos aliviar a utilização tanto do espaço físico do piso quanto do ar condicionado que encontrará menos barreira, reduzindo o consumo de energia elétrica e, portanto, totalmente convergente com as diretrizes de um data center ecológico”, afirma Sebastião Rezende, gerente técnico da Fibracem.
Para Rezende, esses aparelhos irão se disseminar e evoluir cada vez mais. “A demanda por tecnologias nunca para de crescer e é preciso haver uma mudança na forma de gerenciar a energia, tanto para diminuir o desperdício e custos, como para reduzir o impacto no meio ambiente”, explica Rezende.
Também preocupada com a economia de energia, a Climasul, que há 24 anos busca soluções inovadoras para o segmento de ar condicionado, oferece um novo modelo para salas especiais de data center, chamado ar condicionado de precisão, que pode economizar até 70% de energia das empresas. Diferente do ar condicionado convencional, usado para resfriar os ambientes onde ficam os data centers, o aparelho realiza um rigoroso controle das condições ambientais da infraestrutura, tais como temperatura, umidade, nível de poeira, pressurização do ambiente e alta capacidade de dissipação de calor gerado por máquinas. Em termos de comparação, o sistema de precisão tem alta capacidade de retirar calor sensível, utilizando pouco de sua capacidade. Já na climatização convencional, o equipamento deve disponibilizar 35% de sua capacidade para retirar calor latente e condensar a umidade do ar gerado pelas pessoas.








