Com crise de energia, data centers ecológicos diminuem custos para empresas

Ar-condicionado de precisão diminui em até 70% a conta de energia das empresas.
Ar-condicionado de precisão diminui em até 70% a conta de energia das empresas.

O Brasil vive a maior crise de fornecimento de energia desde o racionamento de 2001. O preço da energia elétrica deve subir 38,3% neste ano, segundo estimativa divulgada no último dia 12 pelo Banco Central. Para as empresas e indústrias, isso resulta em aumento dos preços dos produtos. Um dos maiores gastos de energia das empresas é com os data centers – locais onde ficam centralizados todos os equipamentos de processamento e armazenamento de dados com segurança. Embora sejam essenciais, estima-se que o custo de infraestrutura física de um Data Center varia entre US$ 80 mil  a US$ 150 mil, para cada servidor. Desse total, 20% são gastos apenas com energia elétrica. Por isso, os data centers ecológicos ganham importância no cenário nacional e mundial. Trata-se de uma alternativa de criação de um novo sistema, como fez a Google da Finlândia, que instalou seus equipamentos próximos ao mar, construindo uma rede de túneis que leva a água para seu próprio sistema de resfriamento.

Pensando nisso, a Fibracem, indústria brasileira que atua no segmento de comunicação óptica, desenvolveu racks, especialmente projetados para Data Centers, que contam com passagens exclusivas para cabos elétricos, cabling e ópticos de forma que o ar condicionado do piso elevado “escape” o mínimo possível. Eles possuem também calhas superiores independentes, que permitem a passagem de cabos ópticos e UTP, interligando os racks da mesma fileira e o piso só será utilizado quando for preciso interligar uma fileira com outra. “Assim conseguimos aliviar a utilização tanto do espaço físico do piso quanto do ar condicionado que encontrará menos barreira, reduzindo o consumo de energia elétrica e, portanto, totalmente convergente com as diretrizes de um data center ecológico”, afirma Sebastião Rezende, gerente técnico da Fibracem.

Para Rezende, esses aparelhos irão se disseminar e evoluir cada vez mais. “A demanda por tecnologias nunca para de crescer e é preciso haver uma mudança na forma de gerenciar a energia, tanto para diminuir o desperdício e custos, como para reduzir o impacto no meio ambiente”, explica Rezende.

Também preocupada com a economia de energia, a Climasul, que há 24 anos busca soluções inovadoras para o segmento de ar condicionado, oferece um novo modelo para salas especiais de data center, chamado ar condicionado de precisão, que pode economizar até 70% de energia das empresas. Diferente do ar condicionado convencional, usado para resfriar os ambientes onde ficam os data centers, o aparelho realiza um rigoroso controle das condições ambientais da infraestrutura, tais como temperatura, umidade, nível de poeira, pressurização do ambiente e alta capacidade de dissipação de calor gerado por máquinas. Em termos de comparação, o sistema de precisão tem alta capacidade de retirar calor sensível, utilizando pouco de sua capacidade. Já na climatização convencional, o equipamento deve disponibilizar 35% de sua capacidade para retirar calor latente e condensar a umidade do ar gerado pelas pessoas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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