Itaipu foi fundamental para garantir eletricidade na maior crise hídrica do Brasil

itaipu_binacional_01A energia de Itaipu distribuída no Brasil no ano passado poderia atender 43% de todo o consumo de energia elétrica da indústria nacional. Se for considerada a produção total da usina, que também atende ao Paraguai – 87, 6 milhões de megawatts-hora (MWh), em 2014 -, esse volume seria suficiente para abastecer metade do consumo industrial de todo o País.

Esses dados mostram a importância estratégica da usina, que completa 41 anos no próximo domingo, 17 de maio, para a infraestrutura energética, desenvolvimento e integração e do Brasil e Paraguai. Durante o verão, quando o Brasil enfrentou uma das maiores crises hídricas de sua história, Itaipu foi fundamental para atender a demanda. A usina chegou a bater recordes de geração horária no início do mês de março deste ano, quando o Brasil mais precisava.

A produção de Itaipu, em 2014, foi equivalente a 16,2% de toda a energia consumida no Brasil – 473,4 milhões de MWh, um aumento de 2% em relação a 2013. A queda da demanda industrial por eletricidade, de 4%, foi compensada por um crescimento de 6% no consumo residencial e de 7 % no comercial.

Embora a usina de Três Gargantas, tenha produzido, no ano passado, 0,2% a mais do que Itaipu, a usina chinesa dificilmente ultrapassará a binacional brasileiro-paraguaia em volume de geração acumulada. Itaipu já produziu 2,2 bilhões de MWh, enquanto Três Gargantas tem apenas 0,8 bilhão de MWh. Outras usinas do mundo também estão longe da marca de Itaipu. A de Guri, na Venezuela, acumula 1,3 bilhão de MWh e a de Grand Coulee, nos Estados Unidos, tem 1,2 bilhão de MWh.

Desde o início das operações, em 1984, Itaipu vem superando recordes de geração, além de melhorar sua produtividade a tal ponto que, em 2014, o índice de gestão de vertimentos turbináveis evitados foi de 99,3%, ou seja, o aproveitamento da água para geração de energia chegou a quase 100%.

Entre os fatores mais importantes associados ao desempenho de Itaipu, estão o bom projeto da usina, a gestão técnica e administrativa eficiente e o perfeito entrosamento entre as equipes da área técnica de Itaipu e da usina com as empresas da cadeia de suprimento de energia do Brasil e do Paraguai (Eletrobras, ONS, ANDE, Copel e Furnas, especialmente).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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