Atividade econômica abre o segundo trimestre em queda
O Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica (PIB Mensal) divulgado nesta quarta-feira (17) aponta que o segundo trimestre do ano abriu com a atividade econômica em baixa. Segundo o indicador, houve retração de 0,3% em abril/15 frente ao mês de março/15, já livre de influências sazonais, e de 0,2% perante o mês de abril do ano passado. No acumulado do ano, a atividade econômica registrou queda de 1,2% de janeiro a abril deste ano.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a crescente elevação das taxas de juros para se combater a inflação e contínua deterioração dos níveis de confiança de consumidores e empresários têm pesado negativamente sobre a atividade econômica do país. Vale notar que, caso o segundo trimestre deste ano termine com queda no seu nível de atividade, a exemplo do que ocorreu durante o primeiro trimestre deste ano, se confirmaria o quadro recessivo da economia brasileira neste primeiro semestre de 2015, pois teríamos acumulado dois trimestres consecutivos de retração do nível de atividade.
Pelo lado da oferta agregada, o resultado de abri/15 só não foi pior graças ao bom desempenho o setor agropecuário, cujo nível de atividade cresceu 4,9% frente a março/15. Por outro lado, o mês de abril/15 registrou recuos de 3,0% na atividade industrial e de 0,1% no setor de serviços.
No acumulado do ano, o setor agropecuário repete o bom desempenho observado em abril/15 acumulando expansão de 7,8% frente ao primeiro quadrimestre de 2014. Já a indústria e o setor de serviços amargam quedas de 3,2% e de 1,0%, respectivamente.
Do ponto de vista da demanda agregada, os investimentos produtivos e as exportações, com quedas de 4,2% e 5,9%, respectivamente, em abril/15 puxaram o nível de atividade deste mês para baixo. Tais quedas não foram compensadas pelos pequenos avanços mensais de 0,1% e de 0,4% registrados pelo consumo das famílias e pelo consumo do governo em abril/15. Por fim as importações também recuaram em abril/15, desta feita de 8,5% frente a março/15.
No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, os investimentos produtivos, caindo 8,4%, são os principais responsáveis pelo baixo dinamismo da economia brasileira. O consumo das famílias, caindo 1,1% e o consumo do governo com queda de 1,6% também contribuem negativamente para a atividade econômica do país. Por outro lado, o setor externo – avanço de 1,5% das exportações e queda de 6,7% das importações – impede um desempenho mais negativo da atividade econômica brasileira nestes primeiros quatro meses de 2015.








