Empresas investem pesado em treinamentos, mas nem sempre os colaboradores colocam em prática o que aprenderam

A Metodologia Experiencial é utilizada em programas de desenvolvimento de lideranças e equipes.
A Metodologia Experiencial é utilizada em programas de desenvolvimento de lideranças e equipes.

Capacitar cada vez mais os seus colaboradores e desenvolver líderes através de treinamentos tem sido uma das prioridades das empresas nos últimos anos. Em termos globais, as empresas chegam a investir, anualmente, nada menos do que US$ 60 bilhões só em programas de desenvolvimento de lideranças. Porém, o que tem preocupado os empresários, não só aqui, como em todo o mundo, é a eficácia dos treinamentos.

Eu conversei com o professor Marcos Madeira, que há mais de 20 anos trabalha com treinamentos empresariais, dentro e fora do Brasil, e ele me disse que o mais difícil é fazer com que os colaboradores coloquem em prática o que aprenderam em dois ou três dias de treinamento. Segundo o professor, é preciso que o treinamento esteja conectado com o cotidiano dos funcionários. Caso contrário, não será acertivo. De acordo com Marcos Madeira, mudar um comportamento ou um modelo mental é laborioso. Por isso é preciso que haja uma conexão entre o conhecimento que está recebendo e como vai aplicar na prática. Os funcionários devem ter consciência do caminho que estão trilhando e, principalmente, se identificarem com a empresa, onde passam a maior parte do tempo de suas vidas.

Outro ponto levantado pelo professor é que a maioria das empresas prefere investir mais em capacitação técnica do que comportamental. E aí está um erro. O desenvolvimento comportamental passa por ampliar o nível de consciência, trabalhando mais com conceitos de autoconhecimento, autodesenvolvimento e comunicação.

Marcos Madeira trabalha com a Metodologia de Treinamento Experiencial, que tem ganhado espaço na área de vivências corporativas. Na sua avaliação, este método, quando usado de forma correta, traz excelentes resultados nas relações de trabalho no longo prazo. A Metodologia Experiencial é utilizada em programas de desenvolvimento de lideranças e equipes, com diferentes materiais de apoio. Visa ajustar padrões de comportamento, proporcionando um ambiente de troca, conhecimento e colaboração, além de alinhar o entendimento dos processos organizacionais e diretrizes estratégicas. Ou seja, este método inverte o ciclo de aprendizagem tradicional, partindo da ação para a resolução das situações propostas. Por meio da condução do grupo, cria-se um ambiente que proporciona a saída da zona de conforto para a entrada na zona de aprendizado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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