Em tempos de crise, a solução pode estar em um projeto de Geoprocessamento de baixo custo

Dentre as diversas variáveis que devem ser levadas em conta para a definição de um GIS Corporativo, o custo de aquisição das licenças de software é uma das principais, seja para fins acadêmicos ou para uso por consultores autônomos e pequenas corporações, especialmente em épocas de crise econômica, já que o gestor precisa avaliar o preço do sistema, a periodicidade de atualização, o suporte, etc.. Porém, existem ferramentas gratuitas ou de baixíssimo custo, que possibilitam a implementação da estrutura de um GIS Corporativo completo, incluindo nessa configuração aplicativos móveis e mapas online. Considerando a evolução dos Sistemas de Informações Geográficas (GIS), um GIS Corporativo está inserido diretamente no core business de uma empresa, ou seja, ele participa dos principais processos envolvidos no negócio.

A implantação de um GIS Corporativo de baixo custo deve levar em conta alguns fatores, tais como a facilidade de integração com outros sistemas, a capacitação de recursos humanos, o suporte, etc., de forma que impacte positivamente os negócios da corporação, integrando várias áreas através de uma solução georreferenciada.

Além de estar presente no negócio, para que o GIS seja corporativo ele deve atuar diretamente na missão crítica da empresa, isto é, a empresa deve utilizar efetivamente e depender do GIS no seu processo decisório interno. Resumindo: o GIS Corporativo não pode ser um setor separado da empresa que apenas “faz mapas”, ele é a própria ferramenta de tomada de decisão da empresa, que integra outros sistemas corporativos e provê interoperabilidade entre as diversas plataformas de hardware e software.

Para criar uma arquitetura GIS de baixo custo dentro de uma corporação, vários aspectos devem ser levados em conta, tais como a escolha do software, a forma de contratação, além da definição dos dados geoespaciais que serão usados. Porém, o primeiro passo é definir muito bem o objetivo do GIS Corporativo e o perfil dos profissionais que vão usá-lo. Por exemplo, não é recomendado definir um sistema complexo se o gestor já sabe que a equipe que vai utilizar e atualizar o sistema tem conhecimentos básicos ou até mesmo nulos em Geoprocessamento.

Quanto à escolha do software, o primeiro pensamento que nos vêm a cabeça é utilizar software livre, pois geralmente é gratuito e tem uma grande comunidade que pode auxiliar no caso de necessidade de suporte. E isto é verdade, porém é preciso pensar também em outras variáveis, como a capacidade do sistema de se integrar a outras plataformas da corporação, se as funcionalidades atendem as necessidades da empresa, quais os níveis de acesso para garantir a segurança do banco de dados, entre outras.

Sobre a forma de aquisição do sistema, dentre as opções estão a compra de uma licença por tempo determinado, o download gratuito, a assinatura de um serviço online, entre outras disponíveis no mercado. Isto também deve estar alinhado com a cultura da empresa e seus objetivos estratégicos. Também deve-se levar em conta as facilidades da contratação de softwares como serviço, processamento como serviço, etc., que não geram grandes investimentos e dão mais liberdade e independência às empresas.

Após definir a arquitetura do GIS corporativo é preciso modelar os dados existentes e os que serão adquiridos, reunindo todas as informações em um banco de dados de forma adequada para o uso em GIS, com o objetivo de gerar mapas e análises espaciais, seguindo os padrões internacionais, as boas práticas e garantindo a interoperabilidade com as demais informações existentes na empresa.

A necessidade de atender atividades de missão crítica numa empresa demanda uma atenção especial à modelagem dos dados. E já que redundância e segurança com a base de dados são vitais para garantir a robustez do sistema, é recomendável que se aproveite as qualidades da associação de uma ferramenta GIS com um sistema de gerenciamento de bases de dados robusto, projetado para suportar esta necessidade.

Uma questão cada vez mais importante é o uso e acesso aos dados através de dispositivos móveis, seja por executivos, analistas ou equipes de campo. Isto também deve ser levado em conta na definição da arquitetura do GIS Corporativo de acordo com o que se pretente com o sistema, como por exemplo o acesso e atualização em tempo real, navegação offline em dispositivos móveis, etc..

Outra tendência é a publicação rápida da informação através de um WebGIS, o que pode ser feito pela equipe responsável pelo GIS Corporativo, mas preferencialmente deve estar disponível também para outros setores da empresa que tenham necessidade de gerar uma análise ou mapa e publicá-lo rapidamente em um portal. Por exemplo, um setor de marketing pode precisar de extrema agilidade para divulgar uma oferta com base em localização.

Hoje, os maiores usuários de GIS Corporativo no Brasil são as empresas de utilidades públicas – como energia elétrica, distribuição de gás, de água, etc. -, porém muitas outras já constataram o poder de uma ferramenta como esta em seu processo decisório, já que as corporações atualizam e mantém com qualidade todas as informações cadastrais de seus ativos geograficamente dispersos, permitindo a sua gestão num ambiente integrado e amigável. Porém, muito além do setor de Utilities, o GIS Corporativo pode – e deve – ser usado também no planejamento de cidades, infraestrutura, acompanhamento de obras, serviços de saúde, educação, etc.. Ou seja, as possibilidades são infinitas.

Num ambiente corporativo e de alta competitividade entre as empresas, as mudanças nas formas de gestão, padrões e novas tecnologias são desafios para o GIS. Desta forma, é fundamental que essas ferramentas Geoespaciais estejam em sintonia com esse ambiente em constante mutação. Pensando exatamente nesse propósito, nessa quarta-feira (24/6) vai acontecer um treinamento online focado na questão de como implantar um GIS Corporativo através de uma solução de baixo custo, utilizando o software livre QGIS e o sistema online GIS Cloud e demonstrando, na prática, a construção do banco de dados, a elaboração de mapas temáticos, a realização de análises espacias avançadas, o preenchimento e atualização de formulários de campo e, por fim, a publicação dos mapas online na web.

O instrutor será um especialista no assunto: Fabiano Cucolo, Geógrafo e Mestre em Geociências e Meio Ambiente pela UNESP de Rio Claro, com mais de 15 anos de experiência em Geotecnologias. Atualmente é consultor de Geotecnologias da Soloverdi Engenharia, atuando na SABESP (Projeto de Despoluição do Rio Tietê), além de projetos para outras empresas. Já atuou como Especialista em Geotecnologias em empresas como Imagem, Consestoga Rovers, SKY, Itau-Unibanco, Telemidia, Concremat, Cognatis, Gempi. Como Docente atua em cursos de pós-graduação da Unitoledo, ESIC e UNIRP.

As inscrições estão abertas (vagas limitadas a 100 alunos): www.geoeduc.com/produtos/webtreinamento-projeto-gis-de-baixo-custo-com-qgis-e-gis-cloud.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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