Produção da indústria paranaense cai 8,5% no primeiro quadrimestre de 2015
A indústria do Paraná registrou queda de 2,6% em abril em relação a igual mês do ano anterior, com oito das treze atividades pesquisadas apontando redução na produção. Esta foi a quarta queda seguida na base de comparação. No período de janeiro a abril, a indústria paranaense recuou 8,5%, o terceiro pior desempenho entre todas as regiões pesquisadas pelo IBGE, à frente apenas do Amazonas (-18,2%) e Bahia (-12,3%).
A principal influência negativa sobre a média global em abril ficou com o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias (-25,0%), pressionado, em grande parte,pela menor produção de caminhão-trator para reboques e semirreboques e caminhões. Vale citar também as reduções vindas de produtos de minerais não-metálicos (-14,0%), de produtos de borracha e de material plástico (-12,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,4%) e de bebidas (-7,2%),explicados, especialmente, pela menor fabricação de blocos e tijolos para construção, artigos de fibrocimento e cimentos “Portland”, no primeiro setor; de peças e acessórios de plástico para veículos automotores,câmaras de ar usadas em ônibus e caminhões, chapas, folhas, tiras ou fitas de plásticos e películas autoadesivas de plásticos, no segundo; de fogões de cozinha, fios, cabos e condutores elétricos com capa isolante, chicotes elétricos para transmissão de energia, refrigeradores ou congeladores e lustres, luminárias, abajures e outros aparelhos de iluminação elétrica, no terceiro; de gasolina automotiva, asfalto de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e óleo diesel, no quarto; e de preparações em pó para elaboração de bebidas (exceto para fins industriais), no último.
Em sentido oposto, o principal impacto positivo foi assinalado pelo setor de máquinas e equipamentos(26,2%), impulsionado, principalmente, pelo aumento na produção de máquinas para colheita e tratores agrícolas. Outras contribuições positivas relevantes vieram de produtos alimentícios (3,2%) e de produtos de madeira (15,1%), explicados, em grande parte, pela maior produção de açúcar cristal e VHP, massas alimentícias secas e carnes e miudezas de aves congeladas; e de madeira densificada (MDF) e madeira compensada, respectivamente.
O índice acumulado no primeiro quadrimestre de 2015 mostrou recuo de 8,5% na produção industrial paranaense no confronto contra igual período do ano anterior, com sete dos treze setores pesquisados mostrando redução na produção. O impacto negativo mais importante sobre o total da indústria foi assinalado pelo ramo de veículos automotores, reboques e carrocerias (-34,6%), pressionado, especialmente, pela menor fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques, automóveis e caminhões. Vale mencionar também os recuos vindos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,1%), de produtos de minerais não-metálicos (-17,7%) e de produtos alimentícios (-2,8%), pressionados, sobretudo, pela menor produção de gasolina automotiva, óleos combustíveis e óleo diesel, no primeiro setor; de blocos e tijolos para construção, artigos de fibrocimento e cimentos “Portland”, no segundo; e de bombons e chocolates em barras contendo cacau, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas e congeladas e leite resfriado ou pré-aquecido, no último.
Por outro lado, as atividades de celulose, papel e produtos de papel (6,9%), de máquinas e equipamentos (3,0%) e de outros produtos químicos (4,2%) exerceram as principais contribuições positivas sobre o total da indústria, impulsionadas, em grande medida, pela maior produção de caixas ou outras cartonagens dobráveis de papel-cartão ou cartolina; de máquinas para colheita; e de ureia, amônia e adubos ou fertilizantes com nitrogênio,fósforo e potássio (NPK), respectivamente.








