Empresas aguardam regras para aderir ao PPE
Empresas e associações ligadas aos setores que fazem parte do primeiro grupo alvo do Programa de Proteção ao Emprego (PPE) ainda aguardam a divulgação das regras oficiais para definir se vão aderir ao PPE, criado para evitar demissões e como alternativa ao lay-off (suspensão dos contratos de trabalho). A Unica, representante das empresas do setor de açúcar e álcool, disse ser a favor de toda ação que tenha como objetivo evitar o desemprego. “A entidade considera que o PPE pode ser um mecanismo importante de proteção aos trabalhadores neste momento de crise, evitando, inclusive, possíveis demissões e processos de lay-off.” Ressalta, contudo, que aguarda as regras e os critérios para adesão. Estão no primeiro grupo, além do setor sucroalcooleiro, a indústria automobilística, de componentes eletrônicos, metalurgia e química.
Entre as montadoras, Fiat, Volkswagen e Mercedes-Benz ainda avaliam se vão aderir. A MAN, de Resende (RJ), afirmou não ter interesse, pois já adota medidas como lay-off e redução de jornada e salários em 10%. O alvo principal do PPE são empresas com programas de lay-off. Só as montadoras têm 7,4 mil operários com contratos suspensos.








