Por que os produtos tecnológicos são tão caros no Brasil?

Pamella Cristine da Silva Wolff de Almeida
Pamella Cristine da Silva Wolff de Almeida

Diante de um cenário político incerto, uma economia instável, taxas de juros altíssimas, nos deparamos com a falta de perspectiva nos negócios. Com essa realidade, menos empresas investem no Brasil. Afinal, um investimento visa retorno/lucro e o risco país é cada vez mais iminente.

Além disso, muitos são os impostos que incidem sobre os produtos. O ICMS, PIS e COFINS por exemplo, calculados sobre o faturamento da empresa acabam por encarecer ainda mais os preços de mercado e diminuir a competitividade.

Alguns benefícios são criados com a intenção de incentivar os empresários, como é o caso da Lei da Informática para o setor de tecnologia. Empresas que invistam na pesquisa e desenvolvimento de um produto (ou item do produto), que tenha a sua NCM (classificação fiscal) relacionada na lista beneficiada pela lei, que direcione para esse processo o valor exigido pelo estado em que atua, e ainda se enquadre no PPB (Processo Produtivo Bruto) que determina o nível de nacionalização necessário de cada produto, pode ter a redução no IPI dos produtos incentivados.

Mas esses benefícios ainda não são soluções para os altos preços dos eletrônicos no Brasil. Outros fatores estão envolvidos, e a infraestrutura é um deles. Nossa forma precária de transporte rodoviário também encarece os
preços finais. Outro fator, é que estamos condicionados culturalmente a pagar caro pelo status que esses produtos oferecem. Dessa forma, fica a brecha para os empresários irem muito além dos seus custos reais na hora de repassar o preço para o mercado.

É preciso nos reeducarmos, frear o consumo compulsivo, boicotar os preços altos, e assim as empresas responderão a demanda oferecendo preços mais justos ao consumidor.

E os altos impostos só poderão ser atenuados com governantes mais preocupados com as necessidades do seu povo, do que com os seus próprios bolsos. Com o dinheiro público sendo direcionado para os fins que lhe cabem. Assim, poderíamos alimentar a esperança de um Brasil promissor.

O artigo foi escrito por Pamella Cristine da Silva Wolff de Almeida, formada em Comércio Exterior e é responsável pelo setor de Comércio Exterior da Fibra

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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