Por que os produtos tecnológicos são tão caros no Brasil?

Diante de um cenário político incerto, uma economia instável, taxas de juros altíssimas, nos deparamos com a falta de perspectiva nos negócios. Com essa realidade, menos empresas investem no Brasil. Afinal, um investimento visa retorno/lucro e o risco país é cada vez mais iminente.
Além disso, muitos são os impostos que incidem sobre os produtos. O ICMS, PIS e COFINS por exemplo, calculados sobre o faturamento da empresa acabam por encarecer ainda mais os preços de mercado e diminuir a competitividade.
Alguns benefícios são criados com a intenção de incentivar os empresários, como é o caso da Lei da Informática para o setor de tecnologia. Empresas que invistam na pesquisa e desenvolvimento de um produto (ou item do produto), que tenha a sua NCM (classificação fiscal) relacionada na lista beneficiada pela lei, que direcione para esse processo o valor exigido pelo estado em que atua, e ainda se enquadre no PPB (Processo Produtivo Bruto) que determina o nível de nacionalização necessário de cada produto, pode ter a redução no IPI dos produtos incentivados.
Mas esses benefícios ainda não são soluções para os altos preços dos eletrônicos no Brasil. Outros fatores estão envolvidos, e a infraestrutura é um deles. Nossa forma precária de transporte rodoviário também encarece os
preços finais. Outro fator, é que estamos condicionados culturalmente a pagar caro pelo status que esses produtos oferecem. Dessa forma, fica a brecha para os empresários irem muito além dos seus custos reais na hora de repassar o preço para o mercado.
É preciso nos reeducarmos, frear o consumo compulsivo, boicotar os preços altos, e assim as empresas responderão a demanda oferecendo preços mais justos ao consumidor.
E os altos impostos só poderão ser atenuados com governantes mais preocupados com as necessidades do seu povo, do que com os seus próprios bolsos. Com o dinheiro público sendo direcionado para os fins que lhe cabem. Assim, poderíamos alimentar a esperança de um Brasil promissor.
O artigo foi escrito por Pamella Cristine da Silva Wolff de Almeida, formada em Comércio Exterior e é responsável pelo setor de Comércio Exterior da Fibra



