Curitiba alcança 8º lugar no Índice de Cidades Empreendedoras 2015

A Endeavor, organização global e sem fins lucrativos de fomento ao empreendedorismo, acaba de lançar a edição 2015 do Índice de Cidades Empreendedoras. Neste ano, o estudo amplia as análises para 32 cidades, e as avalia por meio de 56 indicadores, distribuídos em 7 pilares que mais impactam a vida do empreendedor: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora. O ranking das cidades mais empreendedoras é feito coma média das avaliações recebidas de acordo com o peso de cada uma.

Além de trazer o índice geral e os resultados por pilar, o relatório faz ainda um perfil das regiões, e aponta melhores práticas internacionais, que ajudam a compreender caminhos para as cidades brasileiras avançarem. Em 2015, São Paulo aparece como principal referência de ambiente para se abrir e fazer crescer uma empresa, impulsionada por fatores como o seu tamanho do mercado, os altos investimentos e as condições logísticas. Na sequência, aparecem Florianópolis, Vitória e Recife.

Três cidades paranaenses foram avaliadas no ranking: Curitiba, Maringá e Londrina. A capital foi a que melhor ficou colocada, em 8º lugar. Na sequência vem Maringá em 11º e Londrina em 17º.

“O ICE é o principal instrumento de avaliação de ecossistemas empreendedores nos municípios brasileiros. Nosso objetivo é ajudar gestores públicos e a sociedade civil a construir melhores ações para o fomento da atividade empreendedora, além de contribuir para que mais empreendedores consigam crescer, e pautar a mídia para influenciar mudanças positivas”, explica Pablo Ribeiro, diretor de Pesquisa e Mobilização da Endeavor. “Já vimos acontecer uma movimentação por parte de várias prefeituras, após a edição de 2014 do estudo, e a expectativa é de inspirar avanços cada vez mais sólidos nos próximos anos”, completa.

Confira alguns destaques das cidades paranaenses no Índice de Cidades Empreendedoras 2015:

– No quesito Índice de Ambiente Regulatório, que avalia tempo de processos, custo de impostos e complexidade tributária, Londrina e Maringá estão à frente da capital, que está em 16º. A primeira sobe para a 13º lugar e Maringá se mantém em 11º.

– Em infraestrutura Curitiba avança uma posição e fica com o 7º lugar no ranking e é a segunda capital do Brasil, fora São Paulo que mantém o 1º lugar, a aparecer na lista com as melhores colocações.

– No índice de Mercado Londrina e Maringá caem no ranking para 25º e 29º lugares. Este índice mede PIB, crescimento do PIB e empresas exportadoras.

– Em índice de capital humano Maringá é a 7ª cidade no ranking, à frente de Curitiba (8ª) e Londrina (15ª). Este quesito mede proporção de adultos com ensino médio completo, nota do IDEB, taxa de matrícula, nota média do Enem, entre outros.

– O Índice de Cultura empreendedora é o pior para Curitiba e o melhor para Maringá. A capital só aparece a frente de Brasília e Maringá está em 2º, só perdendo para Natal.

Confira alguns destaques gerais:

–      São Paulo e Florianópolis aparecem, mais uma vez, como referências no ambiente empreendedor brasileiro. Por ser o centro financeiro do país e ter o maior mercado consumidor, a capital paulista se mostra muito atraente para empreendedores de alto impacto. Florianópolis, por sua vez, repete os excelentes resultados em capital humano e inovação, conquistados por um trabalho de mais de 30 anos.

–      Campinas, São José dos Campos e Joinville, estreantes no Índice, mostram a força do interior. As três aparecem entre as 10 melhores, a frente de grandes capitais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e se destacam em infraestrutura e inovação, especialmente por terem ótimas universidades, mais qualidade de vida e custos, em geral, mais baixos.

–      O Nordeste se consolida como a região com a cultura empreendedora mais forte. Apesar dos desafios estruturais da região, a cultura local motiva e engaja a população com o tema. Recife, por sua vez, além de se beneficiar da cultura empreendedora nordestina, apresenta ainda boa performance em ambiente regulatório e melhora no pilar de capital humano, o que rende à capital pernambucana o 4º lugar no ranking geral.

O ICE 2015 é uma realização da Endeavor, e conta com os parceiros EY (antiga Ernst & Young), Meta, Opinion Box, SEDI e Spectra Investimentos. A escolha das cidades analisadas foi feita com base na concentração de Scale-ups – empresas que apresentam alto crescimento em geração de emprego e renda. Juntos, os 32 municípios, de 22 estados, representam mais de 41% das Scale-ups do Brasil e cerca de 37% do PIB. Além da expansão territorial, a edição atual do Índice também conta com um aperfeiçoamento na metodologia, com foco nos pilares de ambiente regulatório, inovação e cultura empreendedora.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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