Como proteger os investimentos da inflação

cifrãoA inflação prevista pelos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses subiu para 11,3% em janeiro de 2016, segundo divulgou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado reflete a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que ficou em 10,67% no ano passado. Mas como é possível proteger seus investimentos em meio a este quadro?

“Sempre que analisamos cenários financeiros, é importante nos atermos especificamente a análises técnicas, sem qualquer ideologia política. Em uma definição simples, a inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços, que pode acontecer quando há excesso de demanda agregada em relação à produção disponível, ou quando há inflação de oferta e alta dos custos. Quando a inflação chega a zero, dizemos que houve uma estabilidade nos preços”, explica o professor Jefferson Fischer, coordenador dos cursos de Tecnologia em Comércio Exterior e Gestão Financeira da Faculdade Opet.

Conhecendo melhor o “monstro”, veja cinco dicas essenciais do professor para sobreviver à alta da inflação e ao aumento das taxas de juros.

1º – Não deixe o dinheiro parado

Nem em casa, nem na conta corrente, que não apresentam rendimento. Também evite a poupança, pois a taxa de rendimento não é atrelada à taxa Selic. Para evitar este cenário, busque investimentos que estejam atrelados à taxa básica de juros definida pelo COPOM. Alguns bons exemplos são os CDBs, LCAs, LCIs e Tesouro Direto.

2º – Busque comprar produtos que apresentam menos demanda

Quando o Brasil exporta muita carne bovina, por exemplo, o preço fica dolarizado, apresentando maior elevação devido à desvalorização do Real frente ao Dólar. Comprar outras variedades de carnes, como frangos ou suínos, é uma boa solução.

3º – Compre produtos da estação e evite a “entressafra”

Busque comprar produtos da estação, que estão no auge da safra e apresentam maior oferta, diminuindo a pressão nos preços por demanda.  Da mesma forma, evite consumir produtos de “entressafra”, pois tem menor oferta e, portanto, aumentam as pressões nos preços por demanda.

4º – Evite ao máximo comprar a prazo

Comprando a prazo, os juros ficam muito altos. O melhor é juntar e aplicar o dinheiro, e comprar à vista solicitando descontos. É a melhor opção. Nas épocas de inflação e taxas de juros altas, fuja das armadilhas dos “juros zero”, pois normalmente os juros já estão embutidos no preço.
5º – Gaste somente o necessário

É a regra de ouro! Pesquise, compare, busque as melhores relações de custos e benefícios, evite comprar por impulso, não seja um acumulador. Aplique alguma quantia, por menor que seja, todo mês. Isso cria o habito de poupar e aplicar. Emergências acontecem, pense bem em suas reais necessidades.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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