Ideias disruptivas marcam o empreendedorismo atual

José Pio Martins: "Para todo o conhecimento existe uma base".
José Pio Martins: “Para todo o conhecimento existe uma base”.

O empreendedorismo está cheio de novos termos e expressões. Disrupção é o termo da moda. Mas você sabe o que significa? A disrupção acontece quando um produto ou serviço cria um novo mercado e desestabiliza os concorrentes que antes o dominavam. Geralmente é algo simples, mais barato do que já existe e proporciona que uma nova parcela da sociedade tenha acesso ao que antes não tinha.

Os produtos e serviços mais famosos e comentados dos dias atuais são Uber, Airbnb, Youtube, entre outros. Eles tomaram lugares de empresas líder de mercado e democratizaram o uso de seus serviços. Como por exemplo os aplicativos 99Táxis e Easy Táxi, que tomaram o lugar das rádio taxis – e até mesmo o Google, que tornou a lista telefônica obsoleta.

“A grande inovação geralmente é óbvia, e óbvia na forma positiva. Aquilo que está na cara que todos estão precisando, mas que ninguém colocou a mão na massa para transformar em um produto utilizável”, explica Arthur da Igreja, consultor de estratégia e economia. A grande ideia pode estar na cabeça de várias pessoas, mas somente quando é colocada em prática é que pode ser útil para a população, assim como explica o CEO da Contabilizei, Victor Torres: “vários contadores me abordam, contando que já tinham pensado nisso; eu apenas digo que fui lá e fiz. Depois de levar algumas negativas e ser desacreditado, não parei. Continuei, pois, acreditava no negócio”.

Inovações disruptivas dão mais informação e poder de escolha ao consumidor, facilitam processos e barateiam produtos. Mas, normalmente, as pessoas acabam se atendo a prestar mais de um mesmo serviço a um público restrito e já atendido. Por isso, a grande sacada para ser disruptivo acaba sendo a criação de uma abordagem distinta à já conhecida. O reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, explica que para todo o conhecimento existe uma base – e qualquer ideia precisa estar fundamentada nos quatro pilares de desenvolvimento: “comunicação verbal e escrita, habilidade de relacionamento interpessoal, raciocínio lógico e pensamento analítico – instrumentos necessários para qualquer desenvolvimento da vida”.

Ainda que haja muita coisa para se desenvolver, as ideias sempre irão surgir de pessoas que consigam enxergar o todo e tenham essas habilidades comentadas acima bem definidas. “Precisamos ser autodidatas, tentar e errar, apaixonarmos pelas ideias, enfim, ir à luta. Muitas ideias estão espalhadas por aí. Cabe a nós fazermos as conexões”, ressalta Torres. A inovação disruptiva provoca grande impacto na estrutura de diversos setores, mas essas mudanças geralmente são involuntárias.

E essas mudanças não necessariamente destroem o que existe e nem provocam a substituição dos produtos e serviços existentes. A disrupção pode criar novas demandas e novos públicos. “A versão que vemos hoje de qualquer coisa se torna obsoleta a cada dia. Até mesmo o que nós somos, sabemos, consideramos pontos da nossa personalidade, podem ser mudados de um dia para outro. O que importa é que essa onda de mudança atual instiga a estarmos aprendendo sempre”, conclui da Igreja.

José Pio Martins, Arthur da Igreja e Vitor Torres participaram do bate papo Disrupt – Inovação Disruptiva, que marcou o lançamento da parceira da Universidade Positivo com o Nex Coworking, a qual contará com diversos eventos voltados para o empreendedorismo e inovação, ao longo do ano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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