Setor de máquinas e equipamentos evidencia possível estabilidade, ainda que em nível muito baixo

As exportações brasileiras de máquinas e equipamentos inverteu a curva e registrou crescimento, em valores, de 1.1%, em relação ao 1.º semestre de 2015. Em quantidade, o crescimento foi de 10,4%, no período. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que divulgou nesta quarta-feira (27) o balanço do primeiro semestre de 2016, anunciado pelo diretor de competitividade da Associação, Mário Bernardini.
O levantamento indica ainda que, no mês de junho de 2016, as exportações do setor ficaram estáveis em relação ao mês anterior, e 2,3% acima das realizadas, no mês de junho de 2015. A expectativa, segundo Bernardini, é de uma possível estabilidade do indicador setorial, ainda que em nível muito baixo. No entanto, há dúvidas se o atual câmbio, inferior a R$ 3,4 por dólar, permitirá a manutenção desta tendência.
Somam-se a isso, as incertezas políticas combinadas com a política econômica recessiva, que tem inviabilizado qualquer decisão de investimento no país, uma vez que este é o 4.º ano consecutivo de quedas de faturamento do setor. Para Bernardini, as concessões podem ser a solução um possível crescimento. “Precisamos investir forte em parcerias, porém a maioria dessas empresas utilizam recursos do BNDS, que é dinheiro público, e isso faz com que as ‘coisas’ não andem”, analisou.
O consumo aparente em junho apresentou resultado atípico, influenciado pelas importações que, no mês, dobraram de valor, interrompendo a tradicional queda. Na comparação a maio de 2016, houve um crescimento de 93,5% nas importações que saltaram de uma média mensal de US$ 1,2 bilhão para US$ 2,3 bilhões. Na comparação com junho de 2015, o crescimento foi de 44,1%. A Coréia do Sul foi o “grande autor” considerada a principal responsável ao ter sua participação histórica, no mercado brasileiro, elevada de 2% para 11,4%, deixando a Itália e o Japão na posição de 5.º e 6.º lugares, respectivamente, em 2016. Já, nas exportações, o destaque ficou para a China, que saltou de 1%, em 2015, para 10%, em 2016. No entanto, houve a redução da participação relativa à América Latina.








