Soluções em embalagens dizem muito sobre o produto e a imagem da empresa

Basic RGBQuais decisões são extremamente necessárias no momento da preparação da embalagem para o transporte de uma carga com natureza volume variados? Muitos. Faz-se necessária uma análise prévia de todo o projeto adequando o modelo de embalagem para cada tipo de transporte, personalizando cargas pesadas ou super-dimensionadas de acordo com os modais que serão utilizados.

Adriano Pereira, presidente da Codiflex, especializada em soluções para a logística de empresas, explica que é preciso saber cada detalhe do transporte para oferecer a solução mais adequada. Caso o transporte seja por via marítima, o ideal é encontrar uma solução anti-umidade, com plástico bolha ou um outro material que absorva impacto. Nos produtos que irão via aérea, a embalagem precisa ser resistente, porém mais leve, – até mesmo para que o custo final não seja tão alto para o cliente. Quando o cliente final tiver exigências fitossanitárias, como quando o produto precisa entrar com uma embalagem carimbada identificando como isento de alguma praga existente em alguns países (e o Brasil é muito mal visto neste aspecto por cupins e outras pragas, por exemplo), é possível utilizar um produto com essa aplicação de produtos inibidores da ação de possíveis pragas com um certificado de inspeção fitossanitário.

Pereira explica que o conceito embutido é de soluções que visam a chegada do produto com integridade física, com alta performance e com o menor custo possível: “Nós trabalhamos com grandes indústrias que querem realmente dar a embalagem como um dos diferenciais para o produto na hora da entrega. É a primeira coisa que o cliente vê e não estou falando do cliente do varejo. Mesmo quando um cliente industrial vai no estoque e olha a prateleira, percebe o cuidado com o produto. Mesmo sendo o famoso Be to Be, o conceito de cuidado fica com o fornecedor.”

Visual da embalagem é a imagem da empresa

Cuidar da embalagem é um dos sintomas que identificam a qualidade de manuseio do produto. Muitas vezes, pode ser um grande produto, porém uma embalagem mal cuidada remete a algo descartável e com certeza depõe contra ele: “Imagine uma carga que precisa chegar firme ao destino final, nós vivemos em um país transcontinental, em que o cliente precisa transportar uma bobina de aço de Curitiba para Camaçari ou daqui para a Argentina, o caminho é longo e irá enfrentar estradas de todos os tipos. Toda a logística terrestre para o produto chegar ao seu destino final com tudo em ordem, com a utilização das cintas de proteção, de travamento, tudo precisa ser levado em consideração. É preciso entender como esta embalagem precisa se comportar durante todo o transporte. Envolve o filme plástico, as cantoneiras, os colarinhos, as capas que são fabricadas, qual é a gramatura que ele precisa. Todos os detalhes são analisados.”

Adriano Pereira lembra que o cliente pode optar por usar um produto mais em conta, com uma gramatura mais barata, mas na ponta do lápis é preciso analisar se essa gramatura vai atender ao cliente: “É necessária uma análise completa sobre o custo benefício, pois ele possui um cálculo anual de perdas. Quando o cliente imagina que está pagando mais barato em uma embalagem, a conta pode sair cara porque o cliente não vai ocupar a primeira e a segunda volta de um rolo de plástico, que poderia ser devolvida como sucata e abater este valor da nota fiscal. O prejuízo fica mais evidente quando este valor é multiplicado pelo número de bobinas ao longo de um ano e algumas empresas comercializam até 10 mil neste período. O projeto ideal é aquele que não perde uma expira da bobina, uma volta seque” conclui o presidente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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