Lucro da JBS aumenta 19 vezes no segundo trimestre
A JBS S.A. informa que seu lucro líquido do segundo trimestre subiu mais de 19 vezes em relação ao resultado do mesmo período do ano passado, para R$ 1,5 bilhão, quando a empresa reduziu custos financeiros relacionados aos derivativos para proteção cambial. Durante o segundo trimestre, a JBS zerou a sua posição de derivativos relacionados à proteção contra a variação cambial e registrou uma receita financeira líquida de R$ 772,4 milhões, ante um resultado financeiro negativo de R$ 2,3 bilhões no mesmo período do ano passado.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 43,7 bilhões, alta de 12,3% na comparação anual, impulsionada por altas nas receitas da Seara e da JBS USA Carne Suína. A margem Ebitda da JBS fechou o trimestre em 6,6%, queda em relação aos 9,2% ao final do segundo trimestre de 2015. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da companhia teve queda de 19,1%, na comparação anual, para R$ 2,9 bilhões, impactado pela redução dos Ebitdas das unidades JBS USA Carne Bovina, Seara e Pilgrim’s Pride Corporation.
A JBS USA Carne Bovina teve uma queda de 12,2% na receita líquida, para US$ 5,2 bilhões, diante da redução de preços de venda, apesar da alta de 5,2% no volume vendido no mercado doméstico. O Ebitda recuou 88,2%, a US$ 27 milhões, resultado impactado pela baixa disponibilidade de vacas para abate e aumento nos custos de produção devido à fase inicial da unidade de Hyrum (UT), após recente expansão. A margem Ebitda da JBS USA Carne Bovina caiu 3,3 pontos percentuais, para 0,5%.
A Pilgrim’s Pride registrou receita líquida de US$ 2 bilhões, queda de 1,2% ante o mesmo período de 2015, impactada pela redução de 8,8% nas vendas nos EUA. O Ebitda da unidade retraiu 33,6%, a US$ 282,7 milhões, em função da manutenção dos preços do frango em patamares inferiores ao do ano passado e de um aumento nos custos de mão de obra.
Já a Seara (antiga JBS Foods), que agrega as operações brasileiras de frango, suínos e alimentos processados no Brasil, teve alta na receita (3,3%), a R$ 4,6 bilhões, com aumento nos volumes (1,3%) e preços médios de venda dos produtos (1,9%). Mas a alta de 100% no custo do milho, principal insumo para nutrição dos animais, resultou numa queda de 51,6% no Ebitda, para R$ 382 milhões. A margem Ebitda caiu para 8,3%, ante 17,7% no mesmo período do ano passado.
A JBS USA Carne Suína teve alta de 71,6% na receita líquida, para US$ 1,4 bilhão, graças ao aumento do volume produzido em função da incorporação dos ativos da Cargill Pork. O Ebitda somou US$ 136,9 milhões, 111,9% superior ao mesmo trimestre do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 10%.
Também houve crescimento na receita da JBS Europa, que engloba as operações da irlandesa Moy Park. A receita líquida somou 364,7 milhões de libras, alta de 1,2% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento no volume vendido de aves in natura no mercado doméstico e de produtos processados no mercado externo. O Ebitda foi de 33,5 milhões de libras, aumento de 7,4% comparado ao segundo trimestre do ano passado, e a margem Ebitda ficou em 9,2%.
A JBS Mercosul teve receita líquida de R$ 7,2 bilhões, estável na comparação anual, enquanto o Ebitda subiu 21,3%, para R$ 457,2 milhões, refletindo a melhora na demanda nos mercados internacionais. A margem Ebitda fechou em 6,3%.








