Marfrig amarga prejuízo de R$ 132 milhões no segundo trimestre
A Marfrig teve um prejuízo líquido de R$ 132 milhões no segundo trimestre, uma piora em relação à perda de R$ 6,5 milhões no mesmo período do ano passado, influenciada por um cenário “desafiador” na operação de bovinos, informou a empresa nesta quinta-feira (11). “A Marfrig, em função do novo cenário brasileiro e de câmbio, informa que estará revendo o guidance 2016 ao longo do terceiro trimestre, e confirmará qualquer eventual alteração ou manutenção do mesmo”, acrescentou a empresa em seu demonstrativo de resultados.
As margens do negócio de bovinos foram negativamente influenciadas pelo menor preço do mercado, e pela alta do preço de gado e apreciação do real na operação brasileira.O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado da empresa somou R$ 414,2 milhões, alta de 0,9% em relação ao resultado do segundo trimestre de 2015. Já a receita líquida cresceu 1,1%, para R$ 4,8 bilhões, favorecida pelo impacto de 14,2% da valorização do dólar frente ao real. No segundo trimestre, 80% da receita da Marfrig ficou atrelada à moeda estrangeira.
O abate de bovinos da empresa teve queda de 19,6% no segundo trimestre, sendo que a queda de abates nas operações do Brasil foi de 20,4%. A taxa de utilização da capacidade efetiva da operação brasileira foi de 85%.
A receita líquida total da operação de bovinos somou R$ 2,4 bilhões, queda de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, afetada por menor volume de vendas, que recuou 12,5%.
A Marfrig considerou que o segundo trimestre foi de “excelente resultado” para sua unidade norte-americana Keystone, cujo Ebitda ajustado subiu 24%, para US$ 67 milhões, diante do ambiente positivo para as commodities e do forte desempenho em key accounts. A margem Ebitda finalizou o trimestre em 9,9%, ante 7,7% no mesmo período do ano passado. Já a receita líquida caiu 3,6%, para US$ 673 milhões.
Durante o segundo trimestre, a Marfrig concluiu a venda das unidades da Argentina, localizadas em Hughes, Vivoratá, Unquillo e Monte Ralo, pelo valor de US$ 75 milhões, com pagamento parcelado em até 12 meses. A empresa continua operando a unidade frigorífica de Villa Mercedes (Província de San Luis).








