Na contramão da crise econômica, mercado de flores apresenta crescimento

Todas as semanas são distribuídas, em média, 20 toneladas de flores por todo o País.
Todas as semanas são distribuídas, em média, 20 toneladas de flores por todo o País.

Mesmo com crise econômica, o mercado brasileiro de flores continua crescendo e, inclusive, vem superando as expectativas do setor. Informações do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) dão conta que, o faturamento do setor cresceu 6% no primeiro semestre do ano. Esse porcentual de aumento era previsto para o ano inteiro, mas foi atingido em apenas seis meses. No ano passado, por exemplo, o setor de flores e plantas ornamentais faturou R$ 6 bilhões.

Também a Associação Brasileira do Agronegócio de Flor e Plantas (Abafep), atesta o bom momento do mercado. Os números da entidade são ainda maiores que os do Ibraflor, apontando crescimento nas vendas entre 12% e 15% por ano. O que se verifica realmente é que o mercado de flores tem apresentado demanda constante e capilarizada. De acordo com o gerente da Tem Flores, Elias Costa, todas as semanas são distribuídas, em média, 20 toneladas de flores por todo o País. Em datas comemorativas esse número aumenta. No dia dos namorados, por exemplo, chega a ser dez vezes maior e no dia das mães, cinco vezes mais.

Existem atualmente no Brasil 7.800 produtores dedicados ao cultivo de flores e plantas ornamentais. A região Sudeste concentra a maior parcela destes produtores, com 53,3% do total, especialmente localizados nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Quanto ao mercado atacadista de flores e plantas ornamentais, estão em atuação em todo o País pouco mais de 30 centros de distribuição, sendo que a metade deles fica em São Paulo. Já no varejo o mercado é bastante concorrido, com cerca de 18 mil pontos de venda espalhados pelo Brasil.
Só para se ter uma ideia, cada brasileiro consome em média por ano R$ 26 em flores e plantas ornamentais.

Logística do mercado

Uma das empresas que acreditam no potencial desse segmento é a operadora logística Panalpina Brasil, responsável pela importação de dois dos maiores países floricultores do mundo, Colômbia e Equador (ficam atrás apenas da Holanda). “Atualmente a Colômbia é o segundo maior exportador de flores do mundo; apenas em 2015 foram mais de 220 mil toneladas de flores comercializadas, como a gipsofila. O Equador, por sua vez, é o maior produtor global de rosas. De lá saem as rosas vermelhas, a astromélia e os cravos”, diz o gerente de desenvolvimento de rotas para a América Latina da Panalpina Brasil, Fabian Lavaselli.

A Tem Flores é cliente da Panalpina Brasil. “Trabalhamos com a Panalpina há cerca de 60 dias e, apesar de a parceria estar no início, já registramos ótimos resultados. Nesse período, por exemplo, transportamos cerca de 2.500 quilos de flores para diversas regiões do país”, ressalta.

A mesma coisa aconteceu com a Zeker, que também tem parceria de distribuição com a Panalpina desde o primeiro semestre de 2016. Segundo o proprietário da empresa, Alex Godoy, o acordo com a operadora logística foi firmado visando a melhora nos resultados operacionais. “Sofríamos com alguns gargalos logísticos em nossas operações e desde que firmamos parceria com a Panalpina nossos resultados melhoraram significativamente, estamos muito satisfeitos”.

O executivo da Panalpina, Lavaselli, explica como funciona a operação logística para esse tipo de produto. “Temos uma boa estrutura multimodal para executar esse tipo de operação em ambos os países, com uma equipe que atua 24 horas, que é responsável pela coleta e embarque das flores rumo ao Brasil no mesmo dia. Para conservá-las até o momento exato do embarque, as flores são transportados em caminhões refrigerados, com temperaturas entre 2º e 5º”.

Ao chegar ao país, via Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo (SP), as flores seguem novamente via modal rodoviário até a cidade de Holambra, no interior de São Paulo, tradicional polo floricultor nacional. Em média, o lead time da carga não ultrapassa três dias.

Quem detalha um pouco mais desse processo é o gerente de frete aéreo da Panalpina em Campinas, Caio Pimenta. “Trabalhamos com dois embarques semanais, em média, em que cada um consiste no transporte aéreo de 150 fullboxes, que é uma caixa especial para acondicionar as flores e mantê-las na condição necessária, totalizando cerca de três toneladas de carga por embarque. Naturalmente, em datas comemorativas esse número aumenta muito. No dia dos namorados, por exemplo, chega a ser dez vezes maior. No dia das mães, cinco vezes maior”, acrescenta.

A Panalpina é responsável por toda a operação, de ponta a ponta, com controle total dos modais envolvidos, nos casos, o rodoviário e o aéreo. Além do frete internacional, fretes internos, paletização, raio x, serviços de armazenagem em câmara fria, desembaraço aduaneiro, emissão de certificados sanitários e de origem, também estão entre os diferenciais. “São atividades como essas que exigem um alinhamento preciso entre todos os participantes da cadeia e que fazem com que tenhamos 0% de perdas nas operações”, conclui Pimenta.

Além do Brasil, o Grupo Panalpina também atua com o segmento floricultor em outros países, como o Quênia. Com as operações centralizadas na capital do país, Nairóbi, a companhia transporta cerca de 1,5 tonelada de flores por semana, tendo como destino o continente europeu e chegando a países como a França.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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