Executivos de finanças, candidatos ao prêmio Equilibrista de 2016, mostram como superar a crise

A partir desta segunda-feira (19), os associados do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná (Ibef PR) já podem votar para eleger o Executivo de Finanças do Ano, que receberá o troféu Equilibrista em festa no Graciosa Country Club, no dia 27 de outubro. A votação deve ser feita pelo site www.ibefpr.com.br, até o dia 30 de setembro e todo o processo será auditado pela PwC Brasil.
Os cases de sucesso dos cinco candidatos foram apresentados aos associados do Ibef PR na quinta-feira à noite, em evento no Palacete dos Leões. Todos destacaram o desafio que o ano de 2016 está impondo às empresas para enfrentamento da crise econômica. Concorrem ao “Oscar” do mundo financeiro paranaense, neste ano, os diretores da Electrolux Latin America, Gisele Benetollo; do Grupo Arauco do Brasil, Rogério Latchuk; da Klabin, Antonio Sergio Alfano; do Restaurante Madero, Sergio Cordeiro; e da Fundação Copel, José Carlos Lakoski.
Para o presidente do Ibef PR, Clécio Chiamulera, o evento não faz avaliação do currículo dos profissionais, todos de destacada atuação. “O que avaliamos é o desempenho no ano, para homenagear toda a categoria.” Os nomes foram escolhidos entre cerca de 20 destacados diretores financeiros de empresas atuantes no Paraná. O comitê responsável pela indicação é presidido por Claudio Lubascher, diretor geral do Hospital Santa Cruz e vice-presidente do Ibef PR. “Todos os candidatos são grandes equilibristas. O mercado é quem vai dizer quem mais se destacou nesse ano”, observou, ao apresentar os nomes.
Restaurante Madero
Há cerca de dois anos à frente da área financeira do Restaurante Madero, grupo paranaense com dezenas de unidades no Brasil e também no exterior, Sérgio Cordeiro soma 25 anos de experiência nas áreas de Controladoria e Finanças desenvolvidas em empresas multinacionais e recentemente empresas nacionais.
No grupo Madero, ele responde pela reestruturação completa das áreas Contábil, Financeira, de Custos/Estoques e de Planejamento. Entre outras frentes, o trabalho incluiu um inventário geral dos ativos do grupo, gerando crédito tributário; ampla reestruturação societária e forte planejamento tributário; e desenvolvimento e implementação de plano de negócios para os próximos cinco anos, baseado em investimentos, rentabilidade e dívida.
Arauco do Brasil
O diretor de Administração e Finanças do Grupo Arauco do Brasil, Rogério Latchuk, é administrador, pós-graduado em Finanças e Gestão Empresarial. Iniciou a carreira na Placas do Paraná, adquirida em 2005 pela chilena Arauco, que atua na área florestal com negócios de celulose, madeira serrada e painéis de madeira. Vem trabalhando na reorganização societária do grupo com foco nas otimizações jurídicas e tributárias e melhora nos controles internos das áreas.
Latchuck apresentou o modelo de otimização de planejamento global de produção (para os três países em que a empresa opera). O grupo desenvolveu planilhas eletrônicas com uso de programação linear, que prevê a maximização da geração de caixa global, considerando variáveis como: ritmo de produção por produto/linha; preço CIF; frete; despesas aduaneiras; nível de serviço e estoques; e restrições de produção e comerciais.
Electrolux
Responsável pela Tesouraria, Crédito e Cobrança na América Latina da multinacional sueca de eletrodomésticos Electrolux, Gisele Benetollo é graduada em contabilidade pela UFPR e pós-graduada em Gestão de Pessoas pela ISPG. Tem 25 anos de experiência na área financeira e iniciou na empresa em 1993.
Em sua apresentação, Gisele mostrou que a Electrolux manteve o foco na disciplina financeira e preservação de caixa, combinando boas práticas com priorização de projetos e metas. Ela destacou alguns processos que apresentaram melhorias, eficiência e ganhos financeiros. Entre eles, a centralização de atividades da área de tesouraria e crédito no Brasil e a integração das operações latino-americanas.
Fundação Copel
Formado em Ciências Econômicas e mestre em Administração, José Carlos Lakoski atua na indústria de fundos de pensão desde abril de 2013. Como diretor financeiro da Fundação Copel, administra cerca de R$ 9 bilhões em dois planos previdenciários, bem como Plano de Saúde para aproximadamente 42 mil pessoas. Anteriormente, atuou por 20 anos na área financeira da Copel.
Seu case mostra como manter a solvência dos planos previdenciários no curto prazo, respeitando a estratégia de longo prazo, diante de um cenário econômico adverso. Lakoski mostrou como a fundação reestruturou sua operação para enfrentar o agravamento da crise econômica brasileira a partir de 2013, e os efeitos dessa crise sobre o mercado financeiro, especialmente os preços dos ativos de renda variável e renda fixa.
O executivo liderou diversas ações estratégicas de longo prazo com movimentos táticos de curto e médio prazo. Como resultado, foi possível reverter o déficit de dos anos de 2014 e 2015 e obter superávit em 2016, em contraste com um cenário preocupante de déficit em 2015 de R$ 72,8 bilhões da indústria dos fundos pensão das entidades fechadas.
Klabin
Formado em administração de empresas e com MBA na Business School de São Paulo, Antonio Sergio Alfano é diretor financeiro e de relações com investidores das empresas Klabin, onde ingressou em 1974. Desde 2000 é Diretor de Planejamento da Klabin S.A. e em 2008 assumiu o cargo de Diretor Financeiro e de Relações com Investidores. Possui cursos de extensão em finanças internacionais pelo INSEAD e IMD Switzerland.


