Exportar produtos e serviços é uma boa opção para conhecer novos mercados e fugir da crise brasileira
A crise econômica tem feito grandes estragos nas empresas brasileiras, que estão sofrendo para manter as contas no azul. E, neste período de dificuldade, uma boa alternativa para as empresas é a internacionalização dos negócios, independente do seu porte. Existem hoje várias formas de se internacionalizar. A exportação de produtos e serviços, por exemplo, é um bom caminho para iniciar e conhecer novos mercados. Na verdade, com certo preparo e conhecimento do mercado internacional, qualquer empresa pode ser internacionalizada, basta estar disposta a enfrentar novos desafios e se preparar com parceiros estratégicos.
Quando o empresário toma a decisão de vender seus produtos no exterior, o primeiro questionamento que ele faz é se existe um país ideal para começar a exportar. Na avaliação da advogada e especialista em comércio exterior, Andréa Giugliani, tudo depende da atividade. Existem países que possuem alguns atrativos e facilidades para empresas que estão buscando se internacionalizar, como a Alemanha, Estados Unidos e Portugal. Mas existem outros como o nosso vizinho Paraguai, que vem criando condições favoráveis para as nossas indústrias. Aliás, muitas delas, inclusive de grande porte, acabaram se transferindo para o Paraguai, atraídas pelas grandes vantagens industriais, semelhantes ao que o México fez, há alguns anos atrás. Sem contar a tributação no Paraguai que é bem menor do que a brasileira.
Outra dúvida dos empresários é se o processo para internacionalização é demorado. De acordo com os especialistas, isso vai depender muito de empresa para empresa, do tipo de setor da economia que ela está inserida, do produto que vende, e se os seus produtos exigem certificação internacional para a venda no exterior ou não.
Mas, acima de tudo, os empresários devem estar preparados, pois se empreender no seu próprio país já é um desafio, imagina então num novo mercado, com idioma diferente, hábitos de consumo distintos, além da forma como os outros países fazem negócios, práticas comerciais, créditos disponíveis, tributos e outras tantas coisas mais. Por exemplo, uma diferença comercial que impacta bastante: nos Estados Unidos não há a cultura de se comprar parcelado como se verifica aqui. Só isso já faz uma grande diferença para o pequeno comércio. Para superar as dificuldades, não tem outro jeito, senão fazer um planejamento prévio. Também é importante que o empresário estude o mercado, a forma como os negócios são fechados, e conte com players estratégicos que possam facilitar a superação de desafios.








