Índice Nacional de Custo da Construção recua em outubro

Construção civil (1)O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em outubro, taxa de variação de 0,17%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,37%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,03%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,16%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,30%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,55%. O INCC-Mé calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,02%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,25%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,25% para -0,13%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de -0,15%, em setembro, para 0,07%, em outubro. Neste grupo, vale destacar a aceleração da taxa do subgrupo aluguel de máquinas e equipamentos, cuja variação passou de -1,26% para -0,18%.

O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,30% em outubro, ante 0,55% no mês anterior. Esta variação ocorreu devido à primeira parcela dos reajustes salariais de Brasília e Porto Alegre e o início da captação da segunda parcela do reajuste salarial de São Paulo.

Quatros capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Brasília, Belo Horizonte, Recife e São Paulo. Em contrapartida, Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram aceleração.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) variou 0,1 ponto em outubro, para 74,7 pontos. Apesar de não ser estatisticamente significativa, esta é a quarta alta consecutiva, mantém a tendência de lento avanço iniciada em março passado. A alta decorreu exclusivamente da melhora das expectativas.

“Após quatro meses em alta, o índice que mede a percepção em relação à situação atual dos negócios recuou em outubro. A piora decorre do aumento do número de empresas indicando que a situação está estável, sugerindo que a atividade da construção não está mais em queda, mas mantendo em um patamar baixo,” comentou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

Em outubro, o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 0,6 ponto, alcançando 85,4 pontos. Dentre os quesitos integrantes do índice-síntese, as perspectivas para a demanda nos três meses seguintes foi o indicador que mais contribuiu para a alta, com uma variação de 1,1 ponto na margem.

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) recuou 0,3 ponto, para 64,5 pontos, com quedas idênticas dos indicadores que medem a situação atual dos negócios e a situação atual da carteira de contratos.Dessa forma, a diferença entre o ISA-CST e o IE-CST aumentou para 20,9 pontos, o maior nível da série. “Este quadro deve permanecer por algum tempo, uma vez que as expectativas estão sendo alimentadas por notícias que ainda não se efetivaram, ou ainda, que não determinaram o início de um novo ciclo de crescimento. Em outubro, o percentual de empresas prevendo redução do total de pessoal ocupado voltou a crescer, interrompendo a melhora observada desde abril do indicador de mão de obra prevista nos três meses seguintes,” observou Ana Maria Castelo.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor, no mês de outubro, atingiu 64,9%, um ligeiro aumento (0,1 ponto), corroborando a relativa estabilização do nível de atividade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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