Convenção Coletiva de Trabalho reúne empresas de alimentos do Paraná
Formas de pagamento (cheque ou dinheiro), auxílio-alimentação, auxílio-funeral, pagamento das verbas rescisórias, homologação da rescisão de contrato de trabalho, cópia do laudo ambiental de insalubridade e periculosidade – essas são as cláusulas que serão negociadas na terça-feira (22), às 10 horas, durante a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que será realizada na sede do Sincabima – Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos, de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Paraná.
A convenção reunirá empresas ligadas à comissão de negociação (Ninfa, Dori, Doce Fronteira e Vale Fértil) e representantes da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná (FTIAPR). Ao todo, existem 63 cláusulas para serem discutidas. Na última convenção coletiva, realizada em maio, alguns acordos foram unificados entre capital e interior, como o adicional noturno, estabilidade no retorno das férias e cesta básica. Para Rommel Barion, presidente do Sincabima, o resultado da CCT mostra que o sindicato está aberto para ouvir os trabalhadores e quer encontrar soluções que sejam satisfatórias para os dois lados. “Além disso, as negociações visam acabar com as diferenças de custos, porque isso traz concorrência desleal às empresas”, pontua.
Barion ressalta que a nova Reforma Trabalhista, prevista para 2017, certamente dará força à CCT. Na realidade, embora a Constituição Federal já reconheça as convenções e acordos coletivos, o que o Governo propõe é uma maior autonomia das partes (empregadores e empregados) para que esses, por meio de ampla negociação coletiva, estabeleçam normas próprias, acordos e convenções coletivas de trabalho.


