Síndrome do Impostor pode atrapalhar a evolução profissional

Você já se pegou tendo a sensação de não ser merecedor de sucesso no campo profissional? Ou que não está apto para desempenhar um papel mesmo sabendo que possui todas as credenciais para tal? Pessoas que têm pensamentos como esses podem sofrer da Síndrome do Impostor. A coach profissional e psicóloga Elenice Brusque explica que esse conjunto de sentimentos negativos é mais comum do que se imagina e aparece principalmente nos meios profissionais e acadêmicos. “Pessoas altamente exigentes consigo mesmas muitas vezes deixam de aproveitar oportunidades profissionais porque se vêem de forma distorcida, não se sentem boas o suficiente. É como se estivessem em falta o tempo todo: ‘preciso de mais conhecimentos, tenho pouca experiência, sou muito jovem…’
A Síndrome do Impostor afeta geralmente pessoas que estão sempre em busca de conhecimentos, que estabelecem para si mesmas elevados padrões de desempenho. Quem sofre da Síndrome do Impostor tem uma distorção da autoimagem, do modo como se percebe. Quando são elogiadas tendem a justificar os motivos: ‘tive sorte, qualquer um faria como eu, tenho bons contatos, eu estava no lugar e hora certos…’ Devemos aceitar que nunca estaremos completos, as competências vão se fortalecendo na prática”, diz a coach.
A Síndrome do Impostor pode ser uma explicação de por que vermos tantos profissionais competentes que não se destacam. “É essencial praticar a auto-observação para perceber padrões de comportamentos limitantes. Esses comportamentos geralmente são inconscientes. Exemplos: trabalhar até a exaustão, abandonar os planos, postergar tarefas ou projetos para evitar a frustração, trabalhar sozinho para não ser avaliado”, enumera. As consequências são fáceis de notar: grande descontentamento, ansiedade e até fadiga”, diz Elenice.
Encontrar as causas desse mal do nosso tempo não é tarefa fácil. Por isso existem os profissionais como psicólogos, coaches e mentores. Tomar consciência dos pensamentos errôneos e crenças mentais traz tranquilidade e abertura das opções que já estavam ali, mas não eram percebidas. O senso de merecimento é tácito, sutil, porém faz a diferença entre aqueles que encaram de frente os desafios e os que têm medo de enfrentar o desconhecido. “O mais importante é cultivar sempre a curiosidade, a coragem de tentar coisas novas substituindo o medo pela emoção de ousar”, diz a coach.








