Cresce demanda por profissionais habilitados em detecção de mentiras
A capacidade do ser humano detectar mentiras sempre foi um assunto cercado de mistérios e polêmicas. Em países como os Estados Unidos a questão da detecção de mentiras é muito mais disseminada nos órgãos de justiça, nos tribunais e até mesmo nas empresas privadas. Muitas empresas possuem profissionais capacitados para conduzir entrevistas forense que foram habilitados em Técnicas de Entrevista e Detecção de Mentira pelos vários institutos de formação existentes por lá.
Nos últimos anos, a busca por capacitação técnica para realizar a entrevista forense e para aprender a detectar mentiras vem crescendo no Brasil por conta de toda a conjuntura nacional de combate à corrupção. De acordo com Mario Junior, sócio da S2 Consultoria, especializada em prevenir e tratar atos de fraude e assédio nas organizações, a postura benevolente, que era algo comum nas organizações brasileiras frente a funcionários suspeitos de fraude, começou a ser combatida de maneira técnica para solucionar as investigações de forma ética e justa.
No entanto, ainda é comum profissionais não habilitados conduzindo investigações e entrevistas forense, o que acaba sendo um risco para os envolvidos no processo por conta de conclusões errôneas e precipitadas as quais podem ocasionar injustiças a funcionários inocentes.
O sócio da S2 explica que a leitura e compreensão dos canais verbais e não verbais de comunicação é uma das formas de identificar quando alguém mente. Dentre as principais maneiras para realizar essa identificação estão a observação da linguagem corporal, facial, verbal e paralinguística.
Ainda que a linguagem corporal possa revelar muitas coisas que tentamos esconder, o ideal é analisar o contexto antes de tirar conclusões. Mario Junior alerta para o fato de que interpretações equivocadas podem ser tornar armadilhas para pessoas destreinadas. “O caminho mais eficaz é identificar se o comportamento apresentado pela pessoa está fora do seu padrão. Caso contrário, você pode cometer graves erros ao analisar uma ‘coçada no nariz’ e julgar que a pessoa está mentindo, sendo que na verdade ela apenas está gripada naquele dia”, alerta.








