Localização inadequada é a maior causa de mortalidade das franquias

Pedro Almeida, diretor da Franchise Solutions.

É comum ver, em centros comerciais e shopping centers, a proliferação das franquias. Mas será que todas essas tiveram seus pontos estudados antes de serem inauguradas? Nem todas. Muitas estão exatamente onde não deveriam estar e essa é a principal causa de mortalidade das franquias, revela o recente estudo realizado pela Franchise Solutions, empresa de consultoria especializada em franquias, que destaca os cinco principais erros na hora de empreender no segmento do franchising.

“Existem negócios que são de passagem e outros que são de destino e a principal diferença entre eles é que, os de ‘passagem’ precisam ser instalados em locais com grande fluxo de pessoas ou de carros, já os de ‘destino’ não necessitam disso, porém precisam ter facilidade de acesso, como por exemplo, transporte público nas proximidades ou estacionamento exclusivo e/ou vinculado a convênio”, explica Pedro Almeida, diretor da Franchise Solutions.

O segundo item da pesquisa, mas não menos importante, é o capital de giro, ou melhor, a falta dele. Atualmente há mais facilidade de se conseguir, principalmente pela grande oferta de linhas de crédito por parte de bancos públicos e privados, o que diminui a mortalidade de negócios por conta disto e, mesmo assim, é o segundo colocado no ranking de erros que mais fazem a franquia fechar.

A terceira causa do insucesso é o treinamento insuficiente ou a falta dele. “O problema maior não é abrir uma franquia em um local distante da franqueadora, mas sim a franqueadora não ter uma equipe para suprir a demanda por treinamento para seus franqueados”, ressalta Almeida. “Essa é uma das principais razões que alguns franqueados apontam para o fechamento de sua unidade e, por isso, torna-se imprescindível que o interessado na franquia converse com outros franqueados da marca antes”, completa.

Os últimos problemas apontados pelo estudo foram a concorrência desleal e a sazonalidade. “Principalmente durante uma recessão econômica, erroneamente alguns empresários diminuem drasticamente o preço de produtos e serviços, prejudicando, inclusive, o próprio fluxo de caixa”, comenta Almeida. Sobre a sazonalidade, o executivo esclarece que todos os negócios possuem uma, em maior ou menor escala, e afirma a importância do empresário perceber qual é o momento dela dentro da franquia. “Com essa informação em mãos, é possível planejar e criar estratégias inteligentes para diminuir o impacto na vida financeira da empresa”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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