Mercado de temperos movimenta US$ 15 bilhões por ano no mundo, mas no Brasil é um negócio pouco explorado
Foi com os imigrantes que os brasileiros passaram a gostar de temperos. Com os italianos, aprenderam a fazer massas com manjerona ou manjericão; a usar a hortelã com os árabes; a saborear azedinha com os libaneses; a utilizar páprica nos ensopados com os povos do leste europeu; a preparar pratos com açafrão com os espanhóis e a usar salsão e cheiro-verde com os franceses. Hoje, em função da globalização, é possível encontrar especiarias, molhos e temperos de todos os cantos do mundo nas prateleiras dos supermercados e criar novos hábitos de consumo.
Só para se ter uma ideia do potencial desse mercado, os temperos secos movimentam negócios no valor de US$ 15 bilhões por ano, no mercado mundial. No caso do Brasil, a participação nesse mercado ainda é tímida, atuando muito mais como comprador do que como vendedor, com exceção de poucos produtos, cultivados para atender ao mercado interno. Acontece que os agricultores brasileiros ainda estão distantes da profissionalização na plantação de culturas destinadas a produção de temperos. Já as indústrias, principalmente as de pequeno porte, também não se especializaram na qualificação da produção em escala comercial, por isso estamos ainda numa condição embrionária na industrialização e comercialização de temperos.
Com isso, o mercado de temperos secos acaba sendo dominado por grandes empresas e o segmento consumidor se resume às vendas em supermercados, restaurantes, mercearias e firmas responsáveis pela distribuição de alimentos. No entanto, existe um grande mercado a ser explorado, que é o de consumidores de cidades e bairros periféricos que não são atendidos adequadamente pelas grandes empresas. Por sua vez, o mercado de ervas e temperos orgânicos mostra-se atualmente com uma taxa média de crescimento de 30% ao ano, ante um crescimento do mercado convencional de 2%.
Quanto à localização, alguns aspectos são considerados essenciais para implantação de uma indústria de temperos como por exemplo, disponibilidade de energia elétrica, água, esgoto e serviços telefônicos; via de acesso ao local de produção; disponibilidade de mão-de-obra e Incentivos Fiscais para a instalação do negócio.
Já o investimento é baixo. De acordo com cálculos dos consultores do Sebrae, considerando uma pequena fábrica instalada num imóvel alugado de 30 metros quadrados, serão necessários recursos iniciais da ordem de R$ 20 mil.
Por fim, será necessário que a indústria conte com o apoio de um químico com amplos conhecimentos técnicos e científicos sobre análise de ervas, sua aplicabilidade, visando produzir temperos puros e adequados para consumo.









Estou pensando em montar uma indústria média em tempeiros secos