Brechós com novos formatos conquistam consumidores das diversas classes sociais e se tornam opção barata para empreender

Formação do estoque inicial do brechó é um ponto que o empreendedor precisa estar atento.

Populares na Europa e nos Estados Unidos, os brechós estão conquistando o seu mercado no Brasil. Além de roupas conservadas, inclusive de grife, os brechós podem ser uma boa opção para a compra de bijuterias, bolsas, calçados e acessórios pessoais com preços que chegam até 80% abaixo das lojas tradicionais. Com um novo formato, os brechós atendem hoje todas as classes sociais, de diferentes idades, com interesses que variam desde a procura por marcas famosas até a economia na aquisição de produtos. Estima-se que esse mercado movimente mais de R$ 5 milhões por ano.

Para o lojista, a vantagem é que a compra de peças para comercialização pode ser realizada diretamente dos clientes da própria loja. Aliás, uma boa parte das pessoas se tornaram clientes de brechós, após vender suas roupas de marca para esse tipo de comércio. E como a moda vive se reinventando, o brechó acaba sendo o celeiro desse movimento. A combinação de roupas de décadas passadas com peças originais possibilita aos consumidores fugir do lugar comum e adotar estilos únicos. Porém, para se diferenciar da concorrência e atrair uma clientela fiel, o empreendedor precisa profissionalizar a gestão do negócio. Os produtos adquiridos precisam ter qualidade e durabilidade, e devem ser organizados antes de disponibilizados para revenda.

Já a formação do estoque inicial do brechó é um ponto que o empreendedor precisa prestar muita atenção. Em qualquer tipo de negócio, um dos custos iniciais mais elevados é o de formação do estoque. E no caso do brechó, pode-se usar uma solução bem criativa, que coloca esse tipo de negócio na categoria daqueles que se pode montar com pouco dinheiro. A estratégia é bem simples. No início, dá para trabalhar no sistema de consignação, ou seja, recebendo as mercadorias dando a elas um percentual sobre o valor da venda. A praxe deste segmento é uma comissão de 30% sobre o valor de venda. Trabalhando dessa forma dá para montar o estoque inicial investindo pouco. Depois de se estabilizar e gerar um caixa inicial, uma boa opção é partir para o modelo de compra das peças, que oferece margens de lucro maiores, mas em contrapartida exige emprego de capital.

Quanto à localização do brechó, esse é um fator muito importante e deve estar alinhado com a estratégia do negócio e com o perfil da clientela. Dentre todos os aspectos importantes para a escolha do ponto, o empreendedor deve considerar prioritariamente a densidade populacional, o perfil dos consumidores locais, a concorrência, os fatores de acesso e locomoção e a visibilidade da loja.

Por fim, o empreendedor deve estar sintonizado com a evolução do setor, pois esse é um negócio que requer adaptação constante, em face das novas tendências que surgem dia-a-dia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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