Empresas pagam multa de até 30% na conta de energia e nem sabem!

Muita gente paga a energia elétrica sem analisar a discriminação da fatura vinda da concessionária. É aí que sem perceber, muitos empresários arcam com uma multa bem comum que onera em até 30% a conta no final de cada mês. O especialista em eficiência energética Paulo César dos Santos, explica que o boleto não discrimina a penalidade como multa e sim traz a informação de “Energia Reativa Excedente”, que confunde o consumidor e o distancia de soluções que reduzem o valor da conta de 5 a 30%. Em um cálculo simples: se a conta de energia for de R$30 mil, a multa pode representar R$9 mil, ou R$108 mil ao final de um ano. “Dos casos que temos acesso, 80% desconhecem a multa e não sabem como devem proceder para eliminá-la”, conta.

A multa intitulada Energia Reativa Excedente é a penalidade dada pelas concessionárias às empresas que possuem um baixo fator de potência, reflexo do mau aproveitamento da energia elétrica. O fator de potência (normalmente expresso em porcentagem) é a relação entre as três potências existentes: reativa, aparente e a ativa. O que acontece é que enquanto a potência ativa é consumida para a realização de um trabalho, a potência reativa, que não produz trabalho, mas é essencial para o funcionamento de máquinas elétricas como motores de indução, circula entre um equipamento e a fonte de alimentação, ocupando um espaço no sistema elétrico que poderia ser utilizado para fornecer mais energia ativa. Um alto fator de potência indica eficiência do uso da energia (energia ativa e reativa estão em conformidade) e um fator de potência abaixo de 92% indica baixa eficiência energética (há desperdício de energia).

Segundo Fábio Amaral, diretor da Engerey Painéis Elétricos, todos os empreendimentos ligados em média ou alta tensão, ou seja, de lojas a grandes industriais que não estejam utilizando de modo eficiente a energia podem corrigir o fator de potência de sua instalação elétrica. Para isso basta realizar um estudo que inclui medições em campo da real necessidade capacitiva da empresa. A partir dai é necessário dimensionar corretamente cada equipamento utilizado pela empresa ou instalar um Bancos de Capacitores no sistema elétrico do empreendimento.

“Os bancos de capacitores são painéis elétricos que controlam as oscilações de potência dos equipamentos. Eles são instalados por grupos de cargas, ou seja, em um setor com diversas máquinas para correção de fator de potência coletivo ou de modo localizado junto ao equipamento a ser corrigido”, afirma Fábio Amaral.

“O correto dimensionamento através de um banco de capacitores elimina a energia reativa excedente e melhora a qualidade de energia da instalação elétrica”, finaliza Paulo César dos Santos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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