Trabalhos terceirizados e temporários também contam para aposentadoria

Cada dia trabalhado conta para a tão sonhada aposentadoria. Por isso, trabalhos terceirizados e temporários não devem ser menosprezados e precisam entrar na somatória de cada trabalhador para facilitar ainda mais este processo. Antes mesmo de possíveis mudanças na legislação previdenciária, ainda há confusão a respeito das regras de aposentadoria.

O que está valendo no Brasil é a regra 85-95, ou seja, 85 pontos para as mulheres e 95 pontos para os homens. Basicamente é a somatória da sua idade com o tempo de contribuição. Já o fator previdenciário – que integra o cálculo da renda das aposentadorias por tempo de contribuição – é acionado quando as mulheres com 30 anos de contribuição e os homens com 35 não conseguem atingir os pontos mínimos de contribuição. “Para atingir os 100% hoje, a matemática aponta 95 pontos para os homens que seria a somatória da idade, por exemplo, de 60 anos, mais 35 anos de contribuição. É a regra atual. Ou se opta por pontos ou se opta por ter uma contribuição mínima de 30 anos para mulheres ou de 35 para homens aplicando o fator previdenciário, reduzindo o valor da aposentadoria”, ressalta Clodoaldo Barbosa, executivo da NOSSA Gestão de Serviços e Pessoas.

Trabalhos temporários contam mais do que nunca

O especialista da NOSSA alerta que todo trabalhador temporário é um segurado do INSS e automaticamente conta para a aposentadoria, Clodoaldo vai além afirmando que o trabalhador temporário deve encarar este trabalho como um trampolim para voltar ao mercado de trabalho ou como uma porta para o seu primeiro emprego. “O olhar deve ser o mercado de trabalho ainda mais neste momento de instabilidade política em que o empresariado não quer inchar a sua folha de pagamento e opta pelo terceirizado para atender essa demanda extraordinária.”

Clodoaldo percebe que os trabalhadores já entenderam que o trabalho temporário (independente de ser efetivado ou não) está incluído neste processo de aposentadoria e que estas oportunidades devem ser analisadas sempre. “O mercado procura também por pessoas com mais idade ou mesmo as que já estão aposentadas, que usam estes trabalhos como complemento de renda. As empresas estão abertas. O fato é que os trabalhadores levarão mais tempo para se aposentar – isso sem contar a nova proposta do Governo. O funcionário vê que precisa trabalhar mais e entende que todos os trabalhos que ele desconsiderava para a aposentadoria passaram a ajudar muito na somatória final”, conclui Clodoaldo Barbosa.

Crédito da Foto: Divulgação/staticflickr

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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