Poupança passa a render menos com Selic a 8,25%. O que fazer?

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (6) a queda da taxa de juros Selic de 9,25 para 8,25% ao ano. A poupança, portanto, passa a render menos: 5,77% – o equivalente a 70% da Selic – mais a Taxa Referencial (TR). Ainda assim, é um investimento competitivo, já que é isento de Imposto de Renda, taxas de administração e tem risco zero e liquidez.

Este cálculo para a rentabilidade da poupança foi instituído pelo Governo em 2012, para que ela não se torne mais atrativa que os demais investimentos com a Selic abaixo de 8,5% ao ano. Havendo novos cortes, a poupança renderá ainda menos. “Mesmo com a queda, a poupança é hoje um investimento importante para o brasileiro, pois tem vantagens marcantes: alta liquidez, é segura e isenta de taxas de administração e Imposto de Renda”, afirma Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista.

Onde investir?

Com a mudança, segundo o especialista, o momento é de análise aprofundada ao aplicar. “Essa redução não significa que se deve deixar de investir na poupança e procurar outras aplicações. Por mais que os números apontem investimentos a princípio mais vantajosos, vários fatores devem ser avaliados”, orienta Domingos.

Investir apenas na linha que aparentemente tem a maior rentabilidade pode ser uma armadilha, levando até mesmo a prejuízos. O principal critério deve ser o prazo para a realização do sonho: curto, médio ou longo.

Prazo dos sonhos

Sonhos de curto prazo são aqueles que se pretende realizar em até um ano. “Para esses, ainda é interessante aplicar em caderneta de poupança, pois quando precisar terá a disponibilidade de retirar sem pagar taxas, imposto de renda ou perder rendimentos”, orienta Domingos.

Já os sonhos de médio prazo abrangem um período entre um a dez anos. “É interessante optar por linhas com prazos preestabelecidos alinhados ao período do sonho a ser realizado. Dentre as opções, recomendo Tesouro Direto, CDB, Fundo de Investimentos, Título do Tesouro e ouro. Neste caso, o melhor é pesquisar em pelo menos três instituições financeiras de grande porte”, orienta.

Já os sonhos de longo prazo são aqueles que a maioria das pessoas acredita que não irá realizar, por representar algo muito distante. O tempo destes sonhos é acima de dez anos, o que faz com que muitos desanimem antes mesmo de começar.

“Afirmo, seja qual for o seu sonho, ele é factível de ser realizado, mas é preciso perseverança e começar imediatamente. Para estes sonhos, recomendo investir em Tesouro Direto, previdência privada e ações. No caso de investimento em ações, o melhor é investir no máximo 20% do dinheiro total com essa finalidade, já que existe grande risco por depender do desempenho da empresa na qual investe”, afirma Reinaldo.

Ainda segundo Domingos, é recomendável também que se tenha uma reserva financeira extra para os imprevistos (e para esse caso a poupança também é recomendada), pois geralmente problemas acabam desviando o dinheiro dos sonhos de médio e longo prazo. “Por fim, por mais que as informações direcionem para a mudanças de aplicações, uma das premissas da educação financeira é manter a calma e ter objetivos, o que fará com que a realização de seus objetivos se torne mais simples”, orienta.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *