Como tornar a casa sustentável. Confira as práticas

Seja em nome da consciência ambiental, ou da economia, construir uma casa sustentável é um desejo cada vez mais recorrente e acessível a todos, mas se a dúvida é saber por onde começar, recorrer à uma consultoria prévia pode ser uma via de resolução. Valdir de Oliveira, empreiteiro da Vaco – Reformas e Construções, explica que no tocante aos materiais a serem utilizados, escolhas assertivas devem ser planejadas com prioridade para então serem empregadas durante o andamento da obra, como forma de garantir mais comodidade e economia para os clientes. Dessa forma, o empreiteiro pondera que um pensamento ecológico – econômico está simultaneamente ligado a um planejamento estratégico delimitado em uma consultoria inicial com o cliente, reduzindo assim a margem de gastos e retirando o sonho de ter uma casa sustentável, do papel.

Prática consolidada nos países nórdicos, o telhado verde é um destes mecanismos de otimização. A cobertura que resgata tanto a leveza estética do verde na paisagem urbana, quanto a leveza do ar obtido das plantas pequenas que formam a estrutura, como as suculentas, não requer cuidados ativos, sendo apenas necessário manter a impermeabilização da laje e a drenagem da água em dia.

Para além do revestimento vegetal visível, este telhado é formado ainda por um conjunto de camadas, aquela que faz a drenagem da água a partir de materiais orgânicos, a camada filtrante dos resíduos gerados na manutenção do jardim e a membrana de controle das raízes, que delimita o crescimento da vegetação.

Ainda como opção de revestimento para as casas, o empreiteiro aponta as telhas ecoviáveis feitas a partir de materiais reciclados. Essas telhas ainda são vistas com um tom de novidade no ramo das reformas e construções, mas paralelamente têm sido otimizadas com cada vez mais agilidade.

Além de apresentar uma durabilidade semelhante às telhas feitas com outros materiais, como o fibrocimento, são mais leves e se valem do reaproveitamento de materiais recicláveis que seriam descartados nos aterros.
Sob a ótica do orçamento, os equipamentos domésticos sustentáveis que demandam o uso de energia elétrica apresentam dados de gastos ou economias que saltam aos olhos do consumidor.

As lâmpadas de LED podem gerar um gasto de aquisição relativamente maior ao consumidor, mas em contrapartida, apresentam uma vida útil maior e funcionam com um gasto menor de energia, considerando que uma lâmpada incandescente dura em torno de mil horas e uma lâmpada fluorescente rende até 10 mil horas, em face às lâmpadas de LED, que são capazes de funcionar por até 50 mil horas e diminuindo assim a frequência da troca de lâmpada.

Em estudo de caso divulgado em 2016 pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), as lâmpadas de LED de fato saíram na frente no quesito economia versus rendimento energético. Em uma situação criada para mensurar resultados, constatou-se que uma casa com dois quartos e com oito lâmpadas incandescentes ligadas 8 horas por dia gasta R$ 767,84 por ano, já as lâmpadas de LED geram um gasto total de R$ 246,38/ano, com uma vantajosa diferença de R$ 521,46.

E se o desejo é mudar a apresentação visual da casa, as tintas ecológicas são opções livres de agentes químicos agressivos tanto ao ambiente, quanto aos seres humanos.  As tintas ecológicas são feitas com matérias-primas naturais, muitas delas a base de água e por isso tidas como aliadas da saúde de crianças, animais domésticos e de pessoas alérgicas. A configuração química desses produtos dispensa o uso de Compostos Orgânicos Voláteis (COVs), além de outros componentes sintéticos derivados de petróleo.

As tintas ecológicas podem ser feitas a partir de minerais, vegetais e/ou com insumos animais, configuração que dispensa a liberação destes gases voláteis que danificam a camada de ozônio. Quanto a aplicabilidade, elas costumam não ser inflamáveis, e apresentam grande resistência às chuvas e aos raios Ultra Violeta (UV).
Para além destes recursos, periodicamente são descobertas ou aprimoradas novas tecnologias e soluções práticas no ramo da construção de obras e de reformas, o que revela o desejo de se proporcionar casas confortáveis, sustentáveis e ao mesmo tempo viáveis para todos os bolsos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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